Wagner Moura fala sobre papel gay em 'Praia do Futuro': 'O Brasil é conservador'
Publicado em 6 de maio de 2014 às 21:38
Com grande elenco e tema polêmico, "Praia do Futuro" chega aos cinemas trazendo Wagner Moura como veio ao mundo para as telonas. Com assinatura do diretor Karim Aïnouz, o longa, que tem data de estreia prevista para o dia 15, traz à tona temas como a homossexualidade e o abandono. Nesta terça-feira (6), os atores e diretor do filme se reuniram em uma coletiva de imprensa no teatro "Nair Belo", no bairro de Higienópolis, em São Paulo, para contar alguns detalhes sobre a produção. Wagner interpreta Donato, um salva-vidas que tem uma vida pacata em Fortaleza, mas tudo muda quando ele falha ao salvar uma pessoa pela primeira vez em sua carreira. O salva-vidas acaba conhecendo e se envolvendo com o amigo da vítima, o alemão Konrad (Clemens Schick) e parte rumo à Europa, abandonando seu irmão mais novo, Ayrton (Jesuíta Barbosa, ator que se destacou em "Amores Roubados" como melhor amigo do personagem de Cauã Reymond). Durante o encontro com os jornalistas, Wagner falou sobre o real propósito
Wagner Moura fala sobre homossexualismo em novo filme:’ O Brasil é um país conservador’
 
Com grande elenco e tema polêmico, 'Praia do Futuro' tem chega nos cinemas trazendo Wagner Moura como veio ao mundo para as telinhas
Com assinatura do diretor cearence Karim Aïnouz, 'Praia do Futuro', que tem data de estreia prevista para o dia 15, traz à tona o homossexualismo e o abandono
Durante o evento, Wagner Moura falou sobre o real propósito do filme, que trata do abandono, e afirma que o público pode se chocar com as cenas de sexo e nu frontal do ator: 'O Brasil é, sim, um país conservador'
'Não é um personagem gay. É um personagem com tanta coisa e entre elas ele é gay. É só mais uma característica e não a identidade dele', diz Wagner Moura
' Por que ninguém pergunta como eu fiz para me preparar para interpretar um personagem heterossexual? Quero ser idealista e pensar que talvez, no futuro, esse tipo de pergunta nem seja levantada', sfirma Clemens Schick

Com grande elenco e tema polêmico, "Praia do Futuro" chega aos cinemas trazendo Wagner Moura como veio ao mundo para as telonas. Com assinatura do diretor Karim Aïnouz, o longa, que tem data de estreia prevista para o dia 15, traz à tona temas como a homossexualidade e o abandono.

Nesta terça-feira (6), os atores e diretor do filme se reuniram em uma coletiva de imprensa no teatro "Nair Belo", no bairro de Higienópolis, em São Paulo, para contar alguns detalhes sobre a produção.

Wagner interpreta Donato, um salva-vidas que tem uma vida pacata em Fortaleza, mas tudo muda quando ele falha ao salvar uma pessoa pela primeira vez em sua carreira. O salva-vidas acaba conhecendo e se envolvendo com o amigo da vítima, o alemão Konrad (Clemens Schick) e parte rumo à Europa, abandonando seu irmão mais novo, Ayrton (Jesuíta Barbosa, ator que se destacou em "Amores Roubados" como melhor amigo do personagem de Cauã Reymond).

Durante o encontro com os jornalistas, Wagner falou sobre o real propósito do filme, que trata do abandono, e afirma que o público pode se chocar com as cenas de sexo e nu frontal. "O Brasil é, sim, um país conservador. Para mim, que sou pai de três filhos, foi muito mais forte o abandono do Ayrton. Não é um personagem gay. É um personagem com tanta coisa e entre elas ele é gay. É só mais uma característica e não a identidade dele", explica o ator.

Ele ainda comentou o fato de as características de Donato serem parecidas com Capitão Nascimento, personagem que o consagrou no cinema nacional e internacional. "Em certo aspecto, talvez seja o personagem mais parecido com o Capitão Nascimento que eu fiz. Um personagem homossexual, por exemplo, também pode ser viril e agressivo", completa Wagner.

O alemão Clemens Schick também questionou o fato de a homossexualidade ser um assunto delicado e disparou: "Você não pode rotular esses personagens de gays, mas vivemos em um mundo no qual ser gay é errado. Por que ninguém pergunta como eu fiz para me preparar para interpretar um personagem heterossexual? Quero ser idealista e pensar que talvez, no futuro, esse tipo de pergunta nem seja levantada".

Karim Aïnouz explica que o conceito do longa, em sua visão, trata-se de "raiva e tristeza", já que os personagens passam por muita dor no início da história, mas acabando "produzindo vida" ao longo do tempo.

Jesuíta Barbosa e Wagner Moura precisaram se dedicar às aulas de alemão, mas Wagner admite que desistiu e pediu que a professora o ensinasse a falar somente as palavras de seu personagem. Mas não pense que somente os brasileiros precisaram se esforçar, Clemens disse que teve muita dificuldade em aprender o português e ficou frustrado por não conseguir falar e se expressar ao mesmo tempo em um monólogo do longa.

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Wagner Moura
Wagner Moura
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