'Em pânico': há cerca de 50 anos, Zezé Motta enfrentou momento de alta tensão no que seria uma simples corrida de táxi
Publicado em 27 de junho de 2026 às 08:03
Por Guilherme Guidorizzi | Notícias da TV, novelas e famosos
Escreve sobre novelas e entrevista o elenco para trazer as novidades dos próximos capítulos. Produz conteúdos sobre famosos e TV.
Aos 82 anos, Zezé Motta celebra uma vida de sucesso e superação. Ícone da representatividade negra, a estrela de 'Xica da Silva' já viveu momento de pânico longe dos holofotes, em corrida de táxi
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Ícone da representantividade negra nas artes e símbolo de longevidade, Zezé Motta chega aos 82 anos neste sábado (27). Protagonista do filme "Xica da Silva" (1976) e vista na novela de mesmo nome - em 1997, deu vida à personagem-título na terceira idade -, a atriz e cantora foi casada cinco vezes, se apaixonou por Antonio Pitanga na juventude, e sofreu com gestações que não foram adiante.

A veterana com passagens pela Globo, Manchete, Record, Tupi e Band, só para citar as TVs abertas, a intérprete da Titina de "Floribella" (2005) e da Dadá de "Rebelde" passou ainda por um grande momento de tensão nos anos 1970 ao escapar de um sequestro durante corrida de táxi. 

"Em pânico, saltei do carro e saí correndo", afirmou em julho de 2019 à revista "Ela", do jornal "O Globo" em episódio traumático que envolveu ainda assédio.

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Zezé Motta conheceu 13 países após sucesso no cinema

O assunto veio à tona quando Zezé lembrou o primeiro ápice da carreira com o filme "Xica da Silva". "Não esperava que fosse se tornar um sucesso mundial. Lembro de sentir muito orgulho de ter sido eleita e, graças ao filme, conheci 13 países", iniciou a filha de uma modista com um músico.

"A popularidade da personagem fez com que os homens, por um tempo, não se relacionassem com a Zezé e, sim, com a Xica, que ficou grudada no imaginário masculino. Ao ponto de um parceiro, nessa fase, me falar depois de uma transa: 'O filme se tornou realidade'", prosseguiu a veterana, já homenageada algumas vezes no carnaval do Rio, cidade para onde se mudou aos 3 anos.

"Nessa fase, vivi uma das piores experiências da minha vida: quase fui sequestrada por um taxista, que tentou acariciar as minhas coxas. Ele, que dirigia furando os sinais, foi obrigando a parar em um, em Copacabana. Em pânico, saltei do carro e saí correndo", acrescentou a homenagada na "Calçada da Fama" da Globo.

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Hoje em dia adepta de dieta com muita água e quase sem frituras, a artista de produções como "Pacto de Sangue" (1989) e "A Próxima Vítima" (1995) já encarou ainda uma reação bem negativa por conta de outro papel. "Em 1984, quando fiz par com o ator Marcos Paulo (1951-2012) na novela 'Corpo a Corpo', a reação do público foi violenta. De lá para cá, o que mudou é essa discussão ter deixado de ser tabu. O racismo, hoje, está escancarado", avaliou.

"Jogadores são atacados nos campos de futebol, em pleno exercício do trabalho, atrizes e apresentadoras são xingadas na internet. Mas o racismo não é só o que me preocupa no Brasil. Fico chocada com o descaso em relação aos indígenas, quilombolas e em ver como os animais são maltratados. Aqui existe preocupação em relação a tudo, pelo fato de a pessoa ser gay, pobre, gorda, magra... O Brasil é um dos países mais preconceituosos do mundo", concluiu a amiga de famosos já falecidos como Elke Maravilha e Antônio Pompeu.

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