Azul da Prússia: o que é o pigmento usado em 'Emergência Radioativa'? Criado no século XVIII, ele virou remédio atravessa séculos entre arte e ciência
Publicado em 8 de abril de 2026 às 16:24
Por Lais Seguin | Colaboradora
Formada em Jornalismo pela Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep), atua na imprensa desde 2021 com foco em conteúdo de entretenimento, comportamento e cotidiano. Produz matérias leves, informativas e conectadas ao universo dos famosos e das tendências, com linguagem acessível e olhar atento ao que desperta o interesse do público.
Descoberta por acaso, essa cor marcou pinturas famosas e até salvou vidas. O pigmento serviu como remédio e é abordado na série 'Emergência Radioativa', da Netflix, que aborda o caso do Césio-137, em Goiânia, nos anos 80, no Brasil. Porém, também é um dos componentes de um veneno. Saiba tudo!
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Um erro de laboratório no século 18 deu origem a uma das cores mais fascinantes da história e que, curiosamente, também salva vidas. Muito falado em "Emergência Radioativa", minissérie da Netflix que aborda o acidente com Césio-137 em Goiânia, o azul da Prússia, descoberto por acaso em Berlim.

O pigmento não só revolucionou a pintura como ganhou aplicações médicas e até um lado sombrio. Tudo começou quando o químico Johann Jacob Diesbach usou, sem saber, uma substância contaminada com ferro. 

Descoberta acidental transforma a história das cores

O resultado inesperado foi um azul profundo e intenso, muito mais acessível que o caríssimo ultramar, feito de lápis-lazúli. Rapidamente, o pigmento se espalhou pela Europa, tingindo tecidos, porcelanas e até uniformes militares, consolidando seu nome.

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Pigmento ganha uso na medicina e surpreende

Além da estética, o azul da Prússia ganhou destaque na ciência. Hoje, ele integra a lista de medicamentos essenciais por atuar como antídoto em casos de intoxicação por metais pesados e substâncias radioativas. Em episódios como o acidente com césio-137 em Goiânia, retratada na série 'Emergência Radioativa', o composto ajudou a reduzir o tempo de permanência da radiação no corpo.

Entre a arte e o lado sombrio da ciência

Se por um lado a cor marcou obras icônicas, como as de Katsushika Hokusai e o período azul de Pablo Picasso, por outro também esteve ligada à descoberta do cianeto, substância altamente tóxica derivada de sua composição. O contraste entre beleza e perigo reforça o caráter único desse pigmento histórico.

Como o azul da Prússia segue presente até hoje?

Mesmo séculos depois, o pigmento continua relevante. Além de aparecer em análises científicas e exames laboratoriais, ele também segue inspirando artistas e designers ao redor do mundo, assim como outros pigmentos históricos que nunca saíram de cena.

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Versátil, curioso e cheio de história, o azul da Prússia prova que até um simples acidente pode deixar um legado duradouro entre arte, ciência e sociedade. Entre pincéis, laboratórios e episódios marcantes, ele é um registro de que um pigmento pode mudar o rumo da arte e da ciência.

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