Brad Pitt está acostumado a protagonizar grandes histórias, mas seu trabalho mais recente divide a cena com um parceiro que dificilmente passa despercebido: um cachorro.
Em “Coração Selvagem”, o ator interpreta James Belmont, um ex-militar que sofre um acidente de avião e fica isolado na região selvagem do Alasca com Odin, seu antigo cão de combate.
A luta para voltar para casa exige que os dois enfrentem o frio, os perigos da natureza e as marcas que carregam da guerra.
Dirigido por David Ayer, o filme vem chamando atenção justamente pelo vínculo entre James e Odin. Nas primeiras críticas, a aventura de sobrevivência também foi descrita como uma história comovente de amizade.
Pitt, que participa da produção, voltou ao Festival de Cinema de San Sebastián para apresentar o longa e encontrou uma sala de imprensa lotada.
Durante a coletiva, uma pergunta sobre como enfrentar períodos difíceis levou a conversa para além do filme.
Pitt lembrou o que havia aprendido com especialistas em sobrevivência consultados pela equipe: diante de uma situação extrema, ajuda concentrar a atenção no próximo passo possível.
Ele relacionou essa ideia também à vida fora das telas.
“Você vai sofrer perdas, vai sentir dor, mas se trata de chegar à próxima pequena vitória”, afirmou.
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A reflexão ganha outra dimensão quando vem de alguém cuja carreira é acompanhada pelo público há quase quatro décadas.
Pitt não atribuiu a frase a um episódio específico de sua trajetória. Ao falar de seus dias mais difíceis, porém, contou que pôde se apoiar em amigos e familiares próximos e ser aberto com as pessoas que o amam.
Para ele, esse apoio “foi tudo”. Assim como o laço entre James e Odin, que mantém os personagens seguindo em frente.
“Coração Selvagem” estreou nos cinemas brasileiros em 24 de setembro. Além de Pitt, o elenco conta com J.K. Simmons e Anna Lambe.