Gabriel Rolón, psicólogo: 'O único relacionamento que vale a pena é aquele formado por duas pessoas que se sentem muito bem sozinhas'
Publicado em 12 de maio de 2026 às 13:22
Por Lais Seguin | Colaboradora
Formada em Jornalismo pela Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep), atua na imprensa desde 2021 com foco em conteúdo de entretenimento, comportamento e cotidiano. Produz matérias leves, informativas e conectadas ao universo dos famosos e das tendências, com linguagem acessível e olhar atento ao que desperta o interesse do público.
Gabriel Rolón abriu o coração ao falar sobre solidão, perdas e dependência emocional em entrevista recente. Autor de ‘Solidão’, o psicanalista argentino trouxe reflexões profundas sobre amor e liberdade emocional.
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O psicólogo e psicanalista Gabriel Rolón concedeu uma entrevista intensa sobre seu livro "Solidão. Uma Visita Inevitável" ao periódico "La Voz da Galícia". Conhecido por lotar teatros e estádios na Argentina, o especialista falou sobre perdas, relações afetivas e o medo de ficar sozinho — um sentimento que, segundo ele, pode levar pessoas a permanecerem em relações destrutivas.

Ao longo da conversa, Rolón relembrou o impacto da morte do pai, em 1998, episódio que serviu como ponto de partida para escrever a obra. O autor explicou que decidiu transformar a própria experiência em relato justamente para aproximar o leitor de dores que considera universais.

Segundo o psicanalista, a solidão acompanha o ser humano desde o nascimento e pode se manifestar de formas diferentes ao longo da vida. Para ele, existe uma diferença importante entre a solidão imposta e aquela que é escolhida de maneira consciente.

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Gabriel Rolón reflete sobre relacionamentos e dependência emocional

Durante a entrevista, Gabriel Rolón chamou atenção ao afirmar que muitos relacionamentos são sustentados pelo medo da solidão, e não pelo amor em si.

“Acredito que o único casal verdadeiramente valioso é aquele formado por duas pessoas que conseguem ser perfeitamente felizes sozinhas”, declarou o autor.

Na visão do psicólogo, quando a relação nasce da necessidade extrema do outro, o sofrimento acaba se tornando inevitável. Ele ainda afirmou que frases como “eu preciso de você” podem esconder um tipo perigoso de dependência emocional.

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Rolón também explicou que pessoas que têm pavor da solidão frequentemente carregam dificuldades internas mal resolvidas. Para ele, aprender a lidar consigo mesmo é essencial antes de construir uma relação saudável.

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Ao comentar o livro, o escritor argentino explicou que escolheu abordar o tema de forma íntima justamente para incentivar o leitor a olhar para dentro de si.

O autor relembrou que sentiu uma “solidão imensa” após perder o pai e afirmou que a morte de alguém próximo muda completamente a forma como uma pessoa enxerga a vida.

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Outro ponto levantado por Gabriel Rolón envolve os padrões familiares e culturais que moldam comportamentos afetivos. Segundo ele, muitas pessoas vivem tentando fugir de modelos herdados dos pais sem perceber que continuam presas a eles.

O psicanalista ainda refletiu sobre culpa, desejo e limites emocionais. Para ele, a culpa nem sempre é negativa e pode funcionar como uma barreira importante para impedir atitudes destrutivas nas relações humanas.

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