Sensação de justiça. Foi esse o sentimento de ex-namoradas de dr. Jairinho ao descobrirem a condenação do ex-vereador a mais de 43 anos de prisão pela morte do menino Henry Borel. Mãe da criança, Monique Medeiros recebeu perdão judicial para revolta do pai do menor, Leniel Borel, que falou em "terceira morte" do filho.
Débora Saraiva se relacionou com Jairinho entre 2014 e 2020 e ao depor no tribunal do júri relatou que o filho acusou o médico de violência doméstica. "Acordei com a notícia (da condenação). Na hora agradeci a Deus, porque é um sentimento de justiça e de alívio. A justiça está começando por meio do Henry", iniciou.
"Justiça para o Henry e justiça para os próximos casos também. E essa condenação mostra todas as atrocidades que ele fez não só com outras crianças, incluindo o meu filho, mas também com outras mulheres", prosseguiu ao "O Globo", acrescentando: "Ele há de ser condenado em outros processos, como o meu e o do meu filho. Vai ter justiça ainda".
Segundo a mãe de E., o filho passou a fazer acompanhamento psiquiátrico e a tomar remédios controlados. "A gente está reconstruindo a nossa vida. Principalmente depois que tudo isso voltou para a mídia, ele ficou muito nervoso", continuou Débora, citada por Jairinho no julgamento ao admitir ter tido relações extraconjugais em um de seus relacionamentos.
Ainda durante o tribunal, onde foi apresentada perícia que afastou hipótese de acidente, a mãe de Henry, Monique Medeiros pela primeira vez acusou o ex-companheiro pela morte do filho de 4 anos em março de 2021. Quem também prestou depoimento foi Natasha Oliveira, outra ex de Jairinho, citou alívio e medo pela condenação do médico.
"Medo do que pode acontecer porque falamos da nossa história, e alívio por saber que ele não vai mais fazer isso com ninguém. Tudo o que aconteceu comigo, com minha filha e as consequências disso estão encerradas. Não vão mais acontecer", disse a mãe de K., que afirmou agressão por parte de Jairinho na infância.