Dan Buettner, especialista em longevidade: 'As pessoas que vivem mais não praticam exercícios, mas moram em casas onde precisam andar o dia inteiro'
Publicado em 19 de agosto de 2026 às 11:52
Por Hernane Freitas | Colaborador TV e celebs
Amante do universo pop e das celebridades em geral. Não vivo sem música, uma boa xícara de chá verde e te dou as melhores recomendações de doramas.
Para viver mais e com saúde, o segredo pode estar em um estilo de vida surpreendentemente simples, segundo um especialista em longevidade
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Quando o assunto é viver mais, muitas pessoas pensam em academia e treinos intensos. Mas, segundo o jornalista, escritor e pesquisador americano Dan Buettner, conhecido por seus estudos sobre as chamadas Zonas Azuis, a rotina das populações mais longevas do mundo mostra outro caminho: elas se movimentam constantemente durante as atividades do dia a dia.

Em entrevista ao podcast ZOE, o especialista explicou que os habitantes dessas regiões não necessariamente vivem mais por terem uma genética superior ou por seguirem planos rigorosos de exercícios. Para Buettner, a diferença está, principalmente, no estilo de vida e na menor incidência de doenças crônicas que costumam reduzir a expectativa de vida.

"Um centenário é simplesmente uma pessoa que atingiu os 100 anos de idade, e as zonas azuis não se referem necessariamente a centenários. Medimos a concentração de centenários, mas isso geralmente é um subproduto de uma população que produz pessoas longevas, em grande parte sem doenças crônicas, sem diabetes, doenças cardíacas, câncer ou demência", explicou.

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O pesquisador destacou ainda que a longevidade não é, necessariamente, resultado de corpos mais fortes ou de uma vantagem genética. "Elas evitam doenças que encurtam suas vidas em taxas mais altas. E é por isso que vivem tanto", afirmou.

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Dan Buettner diz que moradores das Zonas Azuis não fazem exercícios na academia

Segundo Dan Buettner, os moradores das regiões conhecidas como Zonas Azuis não costumam reservar parte do dia para frequentar academias ou seguir modalidades de exercícios específicas.

"As pessoas nas Zonas Azuis não fazem exercício. O que é chocante para muitos de nós. (...) Você não vê ninguém fazendo CrossFit ou Pilates ou, sabe, usando uma bicicleta elíptica no porão de casa. Mas elas moram em lugares onde, toda vez que vão trabalhar, à casa de um amigo ou sair para comer, precisam caminhar", contou.

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Na prática, caminhar para se deslocar, cuidar da casa e realizar tarefas comuns acaba fazendo com que essas pessoas passem menos tempo completamente sedentárias.

Jardins e tarefas domésticas também fazem parte da rotina das pessoas mais longevas

Buettner também citou a relação dessas populações com atividades como jardinagem e cuidados com a própria casa. De acordo com o especialista, muitos moradores mantêm hortas e jardins e passam parte da rotina realizando tarefas que exigem movimento físico: "Sempre têm jardins nos fundos de suas casas e geralmente têm duas ou três épocas de cultivo por ano".

Além disso, ele chamou atenção para outro aspecto das casas onde essas pessoas vivem: a menor presença de recursos que substituem o esforço físico nas tarefas cotidianas. "Suas casas não estão repletas de comodidades mecânicas ou tecnológicas que façam o trabalho por elas. Elas mesmas fazem as tarefas domésticas", concluiu.

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