Pablo Ojeda, nutricionista: ‘A digestão não começa no estômago, começa na boca’; mastigar bem ajuda a comer menos e aumenta a saciedade
Publicado em 10 de setembro de 2026 às 10:32
Por Paula Alves | Colaboradora
Jornalista apaixonada por cinema, streaming e entretenimento. Sempre em busca de boas histórias para contar.
Comer depressa pode atrasar os sinais de saciedade e levar à ingestão de mais alimentos, além de favorecer desconfortos depois das refeições
Veja + após o anúncio

Você procura manter uma alimentação equilibrada: inclui proteínas em todas as refeições, reserva metade do prato aos vegetais e não abre mão das boas fontes de gordura. 

Além disso, não deixa os carboidratos de lado, pois sabe que eles fornecem a energia necessária para praticar exercícios mais tarde, e procura preparar os alimentos de maneira adequada.

Mesmo assim, depois de comer, sente a barriga inchada e, pouco tempo depois, surge uma vontade incontrolável de comer doce. E você não entende o que está acontecendo.

Veja + após o anúncio

O nutricionista Pablo Ojeda tem uma explicação para esse inchaço que aparece depois das refeições, independentemente do que você come: o problema pode não estar nos alimentos, mas na maneira como você se alimenta.

Em suas redes sociais, ele afirmou:

“Existe um hábito que reduz a ingestão calórica total, aumenta a saciedade e melhora a glicemia pós-prandial.”

Veja + após o anúncio

O curioso é que costumamos ignorá-lo sem sequer perceber.

“A digestão não começa no estômago, começa na boca”, ressalta. Quando mastigamos corretamente, “você come menos sem se forçar, sem culpa e sem ansiedade”.

Veja também
Os sete alimentos com mais melatonina que ajudam a melhorar a qualidade do sono
O hábito simples que costuma ser ignorado

Do ponto de vista científico, comer rapidamente está associado a uma maior ingestão de alimentos e, em diversos estudos, também aparece relacionado a um risco mais elevado de sobrepeso.

Veja + após o anúncio

Quando comemos depressa, acabamos ingerindo uma quantidade maior.

“Quando você come rápido, quase sem mastigar, seu cérebro não percebe a tempo que você está comendo. O hormônio da saciedade chega tarde. Você continua comendo, mesmo quando já era suficiente”, explica Ojeda.

Segundo o especialista, o resultado é o surgimento de inchaço, sensação de peso, sonolência e ansiedade pouco tempo depois da refeição.

Veja + após o anúncio

Quando comemos mais devagar, aumentam os níveis dos hormônios intestinais relacionados à saciedade. Em outras palavras, comer lentamente dá tempo para que o cérebro perceba que você está satisfeita.

Os sinais hormonais de saciedade, como CCK, GLP-1 e insulina, atingem seu pico alguns minutos depois do início da refeição. Portanto, se você come muito rápido, pode ingerir mais calorias antes que esses sinais cheguem ao cérebro.

Comer rápido atrasa a sensação de saciedade

“A digestão começa na mastigação, na boca”, explica Ojeda. “Quando você mastiga bem, ativa a saliva, ativa o nervo vago e o cérebro recebe a mensagem: ‘Já estamos comendo’”, afirma.

Veja + após o anúncio

O nervo vago é a principal via parassimpática que conecta o cérebro ao trato gastrointestinal. Quando ele é ativado, tem início a fase cefálica da digestão, responsável por preparar o estômago para receber a comida.

Como a mastigação prepara o organismo para receber a comida

“Aumentar o número de mastigações por garfada reduz a ingestão calórica total, aumenta a saciedade, melhora a glicemia pós-prandial e, o mais importante, não aumenta a fome depois”, esclarece Ojeda.

Com isso em mente, talvez tenha chegado o momento de encarar as refeições como um exercício de mindfulness. 

Veja + após o anúncio

Procure se concentrar no que está à sua frente, saboreando e apreciando cada garfada. Além disso, mastigue os alimentos entre 20 e 30 vezes antes de engolir, como recomenda o Dr. Sebastián Aranam.

Dessa forma, talvez você consiga reduzir o inchaço abdominal mais do que imagina.

Últimas Notícias
Últimas Notícias
Tendências
Todos os famosos
Top notícias da semana