Pedro Cardoso citou uma passagem da Bíblia no primeiro post no Instagram após Guta Stresser o acusar de lhe humilhar no bastidor da série da Globo "A Grande Família" (2001-2014). Hoje fora da emissora, a atriz afirmou ter temido apanhar do colega de elenco durante desavença e que o ator gritou colega, dizendo que ela era um nada.
Na postagem, porém, o intérprete do Agostinho Carrara não fez nenhuma menção à acusação de Guta. O ator além de divulgar um show em Braga (Portugal) no próximo dia 2 de maio (21h, Espaço Vita) fez uma crítica ao presidente Donald Trump por conta do conflito EUA x Irã; nesta semana, o mandatário da Casa Branca, chamado de "rei" em tom de deboche pelo artista, ameaçou dizimar uma civilização.
"Condenaram Jesus com a desculpa dele se dizer filho de Deus. Debocharam dele lhe dizendo ser rei dos judeus. O estado ocidental, que se quer laico, tem ainda por modelo uma religião sem democracia, monoteísta. Deus é poder absoluto, sempre; mesmo quando justo. Quem aceita deus-todo-poderoso tende a desejar um presidente-rei também absolutamente poderoso". provocou neste domingo (12).
No início da postagem de cunho político, Pedro defendeu um grito de guerra contra Trump, eleito para segundo mandato não consecutivo em 2024 após sofrer tentativa de assassinato. "'No Kings', o que em português se diria, talvez: 'Reis Nunca mais', é o grito de guerra contra Donald Trump. As democracias republicanas surgiram para tirar do poder as monarquias absolutistas nas quais reis tinha poder pessoal sobre o estado", disse.
"Jornalistas estadunidenses fazem perguntas a Trump querendo saber dele decisões que tomará individualmente sobre a guerra atual. É decisão dele declarar guerras? É de alguém? Pode alguém deter tamanho poder? As constituições ditas democráticas estão erradas, na minha ignorante opinião", apontou Pedro, crítico ferrenho de uma ala da música sertaneja atual.
"Presidentes podem conceder perdão a condenados sem prestarem satisfação, nomeiam juízes para tribunais que os julgarão etc. Os poderes da república deveriam se equilibrar e vigiarem-se uns aos outros. O que tenho visto, entretanto, é cada poder se empenhar em ser absoluto ele. O legislativo e o judiciário, em oposição ao “rei executivo", fazem-se também autoritários e se comportam como reis-parlamentares e reis-juízes", provocou. Para o ex-Globo, as constituições republicanas estão erradas por guardarem "o desejo monárquico do povo".