Esta terça-feira (7), entrou para o noticiário internacional com declarações fortes, reações imediatas e uma reviravolta que pegou muita gente de surpresa. Antes mesmo de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidir adiar os ataques ao Irã, uma fala do papa Leão XIV chamou atenção e ecoou entre líderes e fiéis ao redor do mundo.
Segundo informações do Estadão, o pontífice classificou como “inaceitável” a ameaça feita por Trump de eliminar toda a civilização iraniana caso o país não cumprisse um ultimato envolvendo a reabertura do Estreito de Ormuz.
Ao deixar sua residência em Castel Gandolfo, próximo a Roma, rumo ao Vaticano, Leão XIV foi direto ao ponto ao comentar o cenário. “Hoje (...) foi feita esta ameaça contra todo o povo do Irã, e isto é realmente inaceitável. Certamente, há questões de direito internacional, mas muito mais que isso, trata-se de uma questão moral”, afirmou.
A declaração ganhou ainda mais peso diante do contexto recente. No último mês, o papa já havia se posicionado contra o uso da religião como justificativa para guerras e reforçado, durante a missa de Domingo de Ramos, que Deus é o “rei da paz”, conforme também destacado pela AFP.
Horas antes de anunciar o recuo, Donald Trump havia elevado drasticamente o tom. Em uma publicação na rede Truth Social, o presidente afirmou que “uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada”.
O prazo final dado ao Irã para um acordo se encerraria às 21h, no horário de Brasília, o que aumentou a tensão global e levantou temores sobre possíveis consequências humanitárias e econômicas.
Em resposta, o Irã também endureceu o discurso. Segundo uma fonte de alto escalão ouvida por agências internacionais, a reação poderia mergulhar toda a região na escuridão, com ataques retaliatórios que afetariam inclusive países vizinhos.
De acordo com informações do g1, a situação mudou rapidamente. Donald Trump anunciou que decidiu adiar o ultimato por duas semanas, classificando a medida como um “CESSAR-FOGO de dois lados”.
A decisão teria sido tomada após conversas com autoridades do Paquistão, incluindo o primeiro-ministro Shehbaz Sharif e o marechal Asim Munir, que atuam como mediadores entre os dois países.
“Concordo em suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas”, declarou Trump, acrescentando que os objetivos militares já teriam sido alcançados e que um acordo de paz está próximo.
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