Sean “Diddy” Combs continuará preso. A Justiça norte-americana negou, pela segunda vez, um pedido de fiança apresentado pela defesa do magnata da música. A decisão, anunciada nesta segunda-feira (4), ocorre em meio a rumores de que aliados do rapper estariam buscando um perdão presidencial - também chamado de indulto - com Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos.
Combs está detido desde setembro de 2024 e aguarda a sentença de seu caso, que será definida em audiência marcada para 3 de outubro de 2025. As informações foram divulgadas pelo portal norte-americano TMZ.
De acordo com a decisão do juiz federal Arun Subramanian, Diddy não conseguiu demonstrar que seria seguro esperar a sentença em liberdade. A defesa havia oferecido uma fiança de US$ 50 milhões (mais de R$ 270 milhões), além de se comprometer a restringir seus deslocamentos entre Miami e Nova York.
Mesmo assim, o juiz afirmou que “aumentar o valor da fiança ou estabelecer novas condições não altera o cálculo”, diante do que chamou de um “pesado ônus da prova” contra o réu.
O rapper foi condenado por duas acusações de transporte com fins de prostituição, mas absolvido das mais graves, como tráfico sexual e conspiração para extorsão.
Apesar disso, as evidências apresentadas no tribunal foram consideradas graves o suficiente para mantê-lo preso. Diddy organizava festas privadas conhecidas como “freak-offs”, com uso de drogas e envolvimento de acompanhantes sexuais. Essas festas, segundo depoimentos, ocorriam em hotéis de luxo e eram filmadas por Diddy.
Uma das principais testemunhas, a ex-namorada Cassie Ventura, relatou episódios de agressão e ameaças. Imagens de circuito interno mostraram o produtor espancando Cassie dentro de um elevador, fato que pesou na decisão judicial.
Os advogados de Diddy sustentam que ele não cometeu crimes de tráfico ou exploração sexual, e que as relações com acompanhantes eram consensuais e não criminosas. Eles criticam o uso do Mann Act, uma lei federal geralmente aplicada em casos de exploração sexual de menores ou tráfico de pessoas.
Mas o juiz Subramanian não aceitou essa linha de argumentação. Segundo ele, o caso envolve “evidências de violência, coerção e subjugação”, o que, por si só, invalida qualquer tentativa de abrandamento da situação legal do réu.
Em paralelo ao processo judicial, começaram a circular rumores de que Donald Trump poderia conceder um perdão presidencial a Diddy. Segundo o Deadline, pessoas próximas ao rapper estariam tentando articular essa saída com membros do Partido Republicano.
O perdão presidencial é um instrumento legal nos Estados Unidos que permite ao presidente anular ou reduzir a pena de um condenado, mesmo que o caso ainda esteja em julgamento ou recurso. Até agora, Trump não confirmou publicamente nenhum envolvimento, mas o burburinho é suficiente para atrair os holofotes.
A promotoria recomenda uma pena de quatro a cinco anos de prisão, incluindo os 11 meses que Diddy já cumpriu desde sua prisão em setembro de 2024. Mas, diante da repercussão do caso e das provas apresentadas, o veredito final ainda é imprevisível.
Enquanto isso, Sean “Diddy” Combs continua preso, em meio a um emaranhado de acusações, evidências comprometedoras e articulações políticas.
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