Nesta sexta-feira (1º), a morte de Ayrton Senna completa 32 anos. Considerado por muitos o maior piloto brasileiro de todos os tempos, o tricampeão voltou a ser lembrado em uma emocionante homenagem feita por Ana Maria Braga na abertura do "Mais Você". Amigos para além da relação profissional nos bastidores da TV, os dois compartilhavam uma admiração mútua que ficou evidente no tributo da apresentadora.
O programa matinal começou de forma diferente, ao som do icônico "Tema da Vitória", composto por Eduardo Souto Neto em 1981 e eternizado na voz do Roupa Nova. A canção, que se transformou em trilha sonora oficial das conquistas de Senna na Fórmula 1, embalou imagens da histórica vitória do piloto em Interlagos, em 1991, diante da torcida brasileira.
"Lindo! Que lindo! Que coisa boa relembrar. Dá uma saudade! Vontade de escutar essa música para sempre. É uma delícia! Uma dor que dói, mas é boa, sabe? Dor de orgulho, de satisfação em saber que esse cara existiu - e existe como brasileiro. Inesquecível", disparou Ana Maria, visivelmente emocionada.
A apresentadora ainda relembrou a dimensão daquele momento no autódromo paulista.
"Arrepia só de olhar! Nesse dia, como tantos outros, o Brasil parou para ver Senna brilhando. Ele estava feliz da vida por ter levado a prova praticamente no braço, só com a sexta marcha. [...] Deixou saudade, mas deixou uma marca como o maior piloto brasileiro de todos os tempos e um cara íntegro, de uma hombridade, e esse é um legado bonito. Gigante, amado e respeitado pelo mundo inteiro", completou.
Ayrton Senna se tornou um dos maiores nomes da história da Fórmula 1 graças a uma combinação rara: velocidade impressionante, domínio quase sobrenatural em pistas molhadas, obsessão por acerto técnico e um espírito competitivo feroz.
Em apenas dez temporadas completas na principal categoria do automobilismo, conquistou três títulos mundiais (1988, 1990 e 1991), 41 vitórias e 65 pole positions. Até hoje, fãs do automobilismo ao redor do mundo seguem tratando o brasileiro como uma figura quase mítica, em homenagens anuais que se repetem a cada 1º de maio.
Sua morte aconteceu em 1º de maio de 1994, aos 34 anos, durante o GP de San Marino, em Ímola, na Itália. Liderando a corrida na sétima volta com a Williams FW16, Senna entrou na curva Tamburello a mais de 300 km/h, perdeu o controle do carro após uma falha mecânica na coluna de direção - conclusão posteriormente reconhecida pela Justiça italiana - e, mesmo tentando frear bruscamente, seguiu em linha reta até colidir violentamente contra um muro de concreto a cerca de 211 km/h.
O impacto foi fatal e encerrou um dos fins de semana mais sombrios da história da Fórmula 1, já marcado pela morte do austríaco Roland Ratzenberger um dia antes no mesmo circuito. A tragédia provocou comoção mundial instantânea e mudou para sempre o automobilismo.