De atrizes sumidas na TV à revelação sem sentido na última semana: 10 erros e acertos de 'Coração Acelerado' explicam por que a novela não foi um fracasso, mas ficou longe do fenômeno esperado
Publicado em 13 de agosto de 2026 às 16:04
Por Rafael Munhos | Novelas e TV
Jornalista apaixonado por novelas, filmes, séries e música eletrônica. Também adoro fazer corrida de rua.
'Coração Acelerado' termina nesta sexta-feira longe do sucesso; confira os maiores erros e acertos da novela das sete
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'Coração Acelerado' chega ao fim nesta sexta-feira (14) deixando uma sensação agridoce. A novela das sete da Globo chegou com um mix de elemntos de um bom roteiro, incluindo cmance, humor, mistério, ao mesmo tempo que inclui o mundo sertanejo, que está em alta, como pilar central. 

Ainda assim, a trama nunca conseguiu transformar todo esse potencial em um sucesso, fazendo com que o telespectador se perguntasse quanto termina. 

Mas nem tudo é sucesso, nem fracasso. 'Coração Acelerado' fecha com pontos positivos ao mesmo tempo que deixa lições sérias para as próximas novelas, como 'Por Você', sua sucessora que estreia segunda, dia 17.

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Acertos de 'Coração Acelerado'
1. A presença de atores que estavam longe das novelas

Um dos grandes méritos de 'Coração Acelerado' foi trazer de volta rostos que fizeram falta na televisão. O melhor exemplo é Leticia Spiller, que interpretou Janete com personalidade, humor e carisma. A atriz estava distante das novelas desde 2018, quando participou de 'O Sétimo Guardião'.  

Leandra Leal também precisava voltar aos folhetins. A atriz que começou cedo na telinha não fazia uma novela desde 'Império', em 2014.

2. A aposta em mulheres no centro do universo sertanejo

Agrado (Isadora Cruz) e Eduarda (Gabz) disputaram espaço e reconhecimento em um ambiente musical marcado pelo machismo. 

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A criação de As Donas da Voz dava à novela uma identidade própria e permitia discutir temas como rivalidade feminina, preconceito e as dificuldades enfrentadas por mulheres na indústria musical.

Era uma ideia com bastante potencial e que poderia ter sido ainda mais explorada.

3. Naiane conseguiu movimentar a história

Nem sempre Naiane (Isabelle Drummond) agradou, mas seria injusto ignorar sua importância para a novela. A atriz de 32 anos sabe muito bem explorar personagens chatas, mas carismáticas. 

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4. A identidade musical trouxe personalidade

Mesmo com os problemas causados pelo excesso de apresentações, o sertanejo deu a 'Coração Acelerado' uma identidade que a diferenciava de outras novelas das sete. 

5. Mudanças necessárias no meio da novela

As autoras Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento perceberam que o ritmo leve e despretensioso não estava dando certo e trouxe elementos mais dramáticos para fisgar o telespectador. 

Entre eles, fortalecer a vida afetiva de Agrado e luta pelo sucesso na carreira, ao mesmo tempo que deu uma pitada mais picante no triângulo Zilá (Leandra Leal), Alaorzinho (Daniel de Oliveira) e Janete.  

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Os erros de 'Coração Acelerado'
1. O romance de Agrado e João Raul não convenceu

Esse talvez seja o principal problema. O casal que deveria ser o coração da história nunca conseguiu conquistar completamente o público. Agrado e João Raul (Filipe Bragança) tiveram dificuldades para estabelecer uma química convincente, enquanto o comportamento do cantor muitas vezes dificultava a torcida por ele.

2. Música demais e história de menos

A música era justamente um dos grandes diferenciais da novela, mas acabou se tornando um problema quando ocupava espaço demais. Algumas apresentações pareciam interromper o desenvolvimento da história em vez de fazê-la avançar.

3. Núcleos secundários desperdiçados

'Coração Acelerado' tinha atores capazes de sustentar boas histórias, mas nem todos os núcleos receberam o desenvolvimento necessário. Cinara (Ramille), Ronei (Thomas Aquino), Esteban (Diego Martins) e Walmir (Antonio Calloni) tiveram bas histórias que não foram desenvolvidas com força total. 

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4. Reviravoltas sem nexo na reta final

E aqui chegamos a uma das maiores bombas da última semana: Ronei revelar que é o pai biológico de João Raul.

As perguntas que ficam são: 'Oi?', 'De quando isso?'. Por mais que a novela apresente uma explicação para o segredo e que a revelação tenha função dramática, ela chegou tarde demais e pareceu pouco conectada ao que vinha sendo construído.

E existe ainda um detalhe que torna tudo mais difícil de comprar: Thomas Aquino tem 39 anos, enquanto Filipe Bragança tem 25. 

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É claro que estamos falando de ficção e que idade de ator não determina necessariamente a idade de personagem. Mas, visualmente, a diferença também contribuiu para que a revelação não tivesse a força pretendida.

5. Paula Fernandes forçou a barra

A participação de Paula Fernandes como avó de Agrado foi outra escolha que não convenceu completamente. A cantora precisou interpretar uma personagem consideravelmente mais velha, o que exigiu uma caracterização que acabou chamando atenção justamente por parecer artificial.

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