A discussão sobre sexualidade e identidade ganhou novos contornos nos bastidores de ‘Três Graças’, novela de Aguinaldo Silva. Depois de Alanis Guillen, intérprete de Lorena, falar abertamente sobre se identificar com a fluidez sexual, foi a vez de Gabriela Medvedovski refletir sobre a própria trajetória e como enxerga o tema.
Aos 33 anos, a atriz que vive a policial Juquinha na trama fez um relato sincero sobre amadurecimento e percepção social.
“A minha geração tinha bastante preconceito. A heteronormatividade era imposta. Só fui ter reflexões desse tipo mais velha. Eu me entendo como mulher hétero e não encarei homofobia, mas sempre acompanhei gente que vive isso. Tento trazer para a personagem as experiências de pessoas que amo”, contou ela ao O Globo.
A fala deixa claro não apenas seu posicionamento pessoal, mas também o cuidado em construir uma personagem conectada às vivências reais de quem enfrenta julgamentos e exclusões. Porém, antes de embrcar na trama da Globo, a atriz ficou preocupada com a reação do público.
"Quando eu e Alanis fomos convidadas nem sabíamos que elas seriam um casal. Foi uma surpresa boa, mas ficamos com receio da aceitação, porque sempre houve questões. É ótimo ver tanto carinho e de todos os públicos", disse.
Na vida real, Gabriela Medvedovski vive um namoro discreto. A atriz tem um relacionamento com o argentino Pablo Porti. Enquanto ela vive no Rio por conta das gravações do folhetim das nove da Globo, o namorado segue morando na capital argentina.
Além da trama tradicional, Gabriela também comentou ao jornal O Globo sobre a novela vertical derivada da história da policial e de Lorena, que será gravada em breve para o Globoplay.
“Um pouco mais de trabalho, mas será bem legal. Acho que gravaremos rápido, são capítulos menores. Interessante também aprender esta nova dinâmica”, declarou, animada com o novo formato.