Debate da Globo é cancelado após Lula faltar e Flávio Bolsonaro desistir na última hora; presidente troca confronto na TV por podcast e chama rival de 'desqualificado'. Entenda!
Publicado em 1 de outubro de 2026 às 23:05
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Por Luiz Eugênio de Castro | Reality show, redes sociais e TV
Leonino apaixonado por entretenimento e cultura pop! Filho legítimo de Britney Spears e obcecado pela Anitta, claro!
A emissora alegou ‘insegurança jurídica’ após decisões tomadas horas antes do debate; Lula, por sua vez, participou de entrevista ao vivo no Flow
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O que deveria ser o último grande encontro entre os presidenciáveis antes do primeiro turno simplesmente não aconteceu. Marcado para a noite desta quinta-feira (1º), o debate da TV Globo acabou cancelado após uma bola de neve que envolveu decisões da Justiça, a ausência antecipada de Luiz Inácio Lula da Silva e a desistência de última hora de Flávio Bolsonaro.

Enquanto os outros candidatos esperavam nos Estúdios Globo, o cenário virou outro: Lula estava ao vivo no Flow Podcast disparando contra o rival do PL, enquanto as redes sociais tentavam entender quem saiu ganhando com o caos... 

Por que o debate foi cancelado?

A Globo explicou a decisão em comunicado oficial publicado na mesma noite, alegando "insegurança jurídica" e intervenção indevida na organização do evento. É que, poucas horas antes do programa ir ao ar, duas ordens judiciais mudaram as regras do jogo.

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Primeiro, o TSE atendeu a um pedido da campanha petista e proibiu a emissora de deixar um púlpito vazio para Lula ou de permitir que os adversários fizessem perguntas ao ausente - um formato que já tinha sido combinado com as equipes dos candidatos. A ministra Estela Aranha argumentou que a presença em debates não é obrigatória e que faltar não deveria gerar punições extras além da própria ausência.

Logo em seguida, o STF determinou que a emissora incluísse Renan Santos, do partido Missão, na bancada. Com a dinâmica alterada em cima da hora, a direção da emissora avaliou que não havia condições jurídicas para tocar o programa.

Leia na íntegra a nota da Globo:

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"A Globo recebeu há pouco duas notificações relacionadas à realização do debate presidencial programado para esta noite, que interferem nas regras previamente acordadas, e decidiu por seu cancelamento.

A primeira é assinada pela ministra Stella Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral, e atende a um pedido da coligação da candidatura de Lula, do PT, à Presidência do Brasil. A decisão torna inválido o item das regras do debate que trata de candidatos ausentes. A ata com as regras, assinada por todos os partidos, inclusive o PT, determina que, em caso de ausência do candidato, o púlpito reservado a ele seja mantido vazio no cenário, com uma placa que o identifique. E que, numa das rodadas de tema livre do debate, os candidatos presentes que assim desejarem formulem, em trinta segundos, o que fariam ao candidato que não compareceu. A decisão da ministra Stella Aranha proíbe o púlpito com o nome de Lula e a formulação das perguntas que seriam feitas a ele.

A segunda notificação recebida pela Globo esta noite é de uma decisão proferida pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, e atende a um pedido feito pelo partido Solidariedade a respeito da participação no debate de Renan Santos, do Missão. As regras que estabelecem que candidatos devem ser obrigatoriamente convidados para debates em rádio e TV são determinadas por lei e reguladas por portaria do Tribunal Superior Eleitoral: devem ser convidados obrigatoriamente os candidatos de partidos com representação de pelo menos cinco parlamentares no Congresso Nacional. Em atendimento a essa regra, a Globo convidou para o debate os candidatos: Augusto Cury, do Avante; Flavio Bolsonaro, do PL; Ronaldo Caiado, do PSD; e Lula, do PT.

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Uma outra decisão, do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, na terça-feira, alterou entendimento do próprio TSE na contagem de parlamentares no Congresso para fins de debate e decidiu que Romeu Zema, do Novo, teria direito de participar do debate. E a decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF, proferida há pouco, determinou a participação do candidato Renan Santos no debate, mesmo o Missão, partido de Renan, tendo apenas um parlamentar no Congresso Nacional.

A Globo tem longa tradição na organização de debates eleitorais. Nosso propósito é promover a discussão de ideias para o Brasil e oferecer aos eleitores a oportunidade de comparar projetos. Nosso dever é o de promover a democracia, mas as sucessivas decisões judiciais tomadas momentos antes da realização do debate causam insegurança jurídica e representam uma interferência indevida na liberdade que os veículos de imprensa têm de organizar os debates eleitorais. Por essa razão, a Globo decidiu cancelar o debate desta noite. No horário, será exibido o capítulo inédito da novela Quem Ama Cuida"

Fora da TV, Lula mirou em podcast famoso

A falta de Lula não pegou a Globo de surpresa. A equipe do presidente já tinha avisado na quarta-feira (30) que ele não compareceria. A alternativa foi colar no Flow Podcast para uma conversa ao vivo com Igor Coelho.

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Durante a entrevista, o presidente subiu o tom contra Flávio Bolsonaro. Ao criticar o formato atual dos debates, ele fez questão de marcar diferença entre o atual adversário e nomes históricos da política nacional:

"Debate é saudável quando tem gente qualificada. Uma coisa é disputar com Fernando Henrique Cardoso, com José Serra, Alckmin, Maluf. Não tem nenhum problema, são pessoas da política. Outra coisa é disputar com uma pessoa desqualificada como Flávio Bolsonaro. Ele não tem passado, não tem presente e não tem futuro".

Lula ainda completou dizendo que Flávio "nunca trabalhou na vida", lembrando que o rival virou vereador aos 21 anos, e classificou o histórico do candidato como "tenebroso", atribuindo a popularidade dele ao puro antipetismo.

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Flávio recua após decisão do TSE

Flávio Bolsonaro planejava ir ao Projac e usar o púlpito vazio como munição política. Porém, depois que o TSE vetou a cadeira vaga e as perguntas direcionadas a Lula, a estratégia perdeu força.

Às 19h29, o candidato usou as redes para anunciar que não iria mais. "Acabo de tomar a decisão de não ir ao debate da Globo em função da censura imposta ao evento pelo TSE. A imprensa tem que ser livre e as eleições limpas", declarou.

Web divide opiniões

Quem levou o balde de água fria presencialmente foram Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Augusto Cury, que já estavam no estúdio quando o anúncio foi feito. Em tom de protesto, Caiado e Zema criticaram a situação e responsabilizaram Lula e o Judiciário pelo cancelamento, com Zema lamentando a perda para o processo democrático.

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Nas redes, o debate cancelado virou o único assunto da noite. De um lado, a militância petista comemorou o movimento, apontando que Lula dominou a audiência da internet sem precisar passar pelo tiroteio do estúdio. Do outro, opositores acusaram o presidente de fuga para fugir de questionamentos diretos.

Os dados refletiram bem essa divisão: segundo levantamento da consultoria Palver, 61% das menções sobre a ausência de Lula no X (antigo Twitter) foram negativas. Por outro lado, nos aplicativos de mensagens, 55% dos comentários sobre a participação dele no podcast tiveram tom positivo.

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