Príncipe Harry e Meghan Markle planejam voltar a morar no Reino Unido com os filhos, príncipe Archie e princesa Lilibet, em uma mudança que pode representar um novo capítulo para a família. Segundo informações obtidas pela BBC, o casal pretende deixar os Estados Unidos ainda este mês e se instalar em uma residência particular nos arredores de Londres.
A decisão acontece anos depois de Harry e Meghan deixarem o país e abandonarem suas funções como membros atuantes da família real, em 2020. Apesar da mudança, não existe previsão de que eles retomem funções oficiais. Os dois continuarão como membros não atuantes da família real britânica.
Os filhos do casal já estão matriculados para começar em uma escola britânica em setembro. A mudança também já foi comunicada ao rei Charles III, que recebeu a notícia de forma positiva, de acordo com a apuração da BBC.
A expectativa é que a proximidade permita ao monarca conviver mais com os netos em um contexto privado e pessoal. Charles III foi informado sobre os planos no domingo, 16 de agosto, enquanto príncipe William e princesa Catherine também receberam a informação sobre a mudança.
O reencontro familiar ganhou força após uma visita de Harry, Meghan e os filhos ao rei em julho, na residência de campo de Highgrove. Na ocasião, porém, a mudança para o Reino Unido não teria sido discutida. O encontro foi considerado importante para uma possível reaproximação, especialmente porque foi a primeira vez em mais de quatro anos que Charles viu pessoalmente os netos.
A possibilidade de uma convivência mais próxima entre os irmãos Harry e William também chama atenção por causa de declarações que o duque de Sussex fez sobre sua mãe, princesa Diana.
Em 2023, durante uma entrevista ao programa Good Morning America, da ABC News, Harry afirmou que Diana teria ficado "arrasada" diante do conflito entre os filhos. Segundo ele, sua mãe "teria ficado triste com as discussões" e poderia enxergar a situação de outra maneira ao pensar no futuro da família.
Na época, o príncipe também declarou que acreditava ser possível uma reconciliação com o irmão. Em suas palavras, Diana estaria olhando para a situação "a longo prazo", considerando que algumas dificuldades precisariam ser enfrentadas para que o relacionamento pudesse ser curado.
Harry ainda contou que considerava William seu "arqui-inimigo" naquele momento e falou sobre o impacto da morte de Diana, em 1997, em sua trajetória. As declarações foram feitas durante a divulgação de seu livro de memórias, Spare.
Ainda não há indicação de que a mudança de Harry e Meghan represente uma reconciliação oficial entre os irmãos. O que existe, segundo as informações divulgadas, é uma aproximação familiar que pode facilitar o contato entre os integrantes da família real.
A relação entre Harry e William permanece marcada por conflitos. Em entrevistas anteriores, o duque de Sussex também afirmou que seu irmão teria cometido uma agressão física contra ele anos atrás e criticou a maneira como a imprensa britânica retratou sua relação com Meghan.
A mudança também acontece em meio a uma antiga preocupação de Harry com a segurança no Reino Unido. O príncipe já havia afirmado que esse era um dos motivos que dificultavam suas visitas ao país com a esposa e os filhos. No ano passado, ele perdeu uma disputa judicial contra o governo britânico relacionada ao nível de proteção oferecido à família durante suas visitas.
Por enquanto, portanto, a volta de Harry e Meghan não significa um retorno à vida oficial da monarquia. Mas a possibilidade de viver novamente perto da família, especialmente dos filhos de William, abre espaço para uma convivência mais próxima. Para Harry, que já afirmou que sua mãe ficaria triste com as brigas entre os irmãos, essa aproximação pode ganhar um significado ainda maior.