O curioso dessa série é que ela estreou em 2025, chegou à Netflix em 31 de março e o algoritmo da Netflix e o boca a boca estão fazendo com que ela se torne uma das séries mais assistidas, entrando no Top 10 em 32 países.
Talvez ela não se torne uma das melhores séries da Netflix, mas é daquelas que aquecem o coração e parecem um abraço. Uma série que é um exemplo da tendência “cozy” que já vemos na literatura. Chama-se “Pelo Caminho” e é exatamente o que promete.
Este drama coral de oito episódios, criado por Michele Giannusa, é estrelado por Frankie Faison, Julia Chan, Ian Harding e Sydney Agudong. Os personagens interpretados pelos quatro moram em Nova York, já se cruzaram sem saber muitas vezes, mas nunca se conheceram. E então cada um deles passa por uma perda.
Walter fica viúvo, Kris está sob uma pressão desumana no trabalho, Nate está prestes a se divorciar e Aria está lidando com a infertilidade. A partir daí, ocorre um efeito dominó em que as decisões de uns começam a afetar os outros.
Como é de se esperar de uma série “cozy”, a mensagem que ela tenta transmitir é de esperança e nos lembra que ninguém está realmente sozinho. Ela lembra muito outras séries a maravilhosa “This is us”, pois, na série, os protagonistas são as pessoas e seus relacionamentos.
Seu ritmo tranquilo e o fato de ser tão acolhedora a tornam perfeita para uma maratona de séries no fim de semana.
A química entre os quatro protagonistas e aquele efeito borboleta, que nos lembra que nossas decisões afetam os outros muito mais do que imaginamos, deixam você com um bom sabor na boca e com uma visão mais positiva da humanidade; afinal, com tudo o que está acontecendo no mundo, não custa nada lembrar do lado construtivo do ser humano.
Se você está procurando um drama para desconectar e se emocionar (sem ficar com um trauma emocional no caminho), esta é a sua série. Além disso, ela vai te ajudar a acreditar, por um tempo, que as pessoas são boas mesmo, e isso já é um motivo de peso para apertar o play.