Arthur Brooks, professor da Universidade de Harvard, sobre a inteligência que ganha força na maturidade: 'Ela aumenta extraordinariamente ao longo dos 40 e 50 anos'
Publicado em 21 de setembro de 2026 às 16:50
Por Paula Alves | Colaboradora
Jornalista apaixonada por cinema, streaming e entretenimento. Sempre em busca de boas histórias para contar.
O cientista social explica por que a rapidez para resolver problemas dá lugar, com o passar dos anos, à capacidade de reconhecer padrões, ensinar e orientar outras pessoas
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Envelhecer costuma ser associado à perda de agilidade mental, mas isso não significa necessariamente que nos tornamos menos inteligentes.

Para Arthur C. Brooks, professor da Universidade de Harvard, o que acontece ao longo da vida é uma transformação na maneira como usamos nossas capacidades.

Brooks é cientista social, escritor e professor na Harvard Kennedy School e na Harvard Business School, onde aborda temas como liderança e felicidade.

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Em um vídeo publicado no Instagram, ele explicou que existem dois tipos de inteligência que ganham protagonismo em diferentes fases da vida.

O auge da inteligência fluida

Segundo o professor, antes dos 40 anos predomina a chamada inteligência fluida.

“Trata-se da memória de trabalho, da capacidade de concentração e da resolução de problemas”, afirmou.

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Essa habilidade favorece o raciocínio rápido, a inovação e a solução individual de desafios, mas atingiria seu auge por volta dos 39 anos.

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A inteligência que cresce com a experiência

A redução gradual dessa agilidade, porém, não representa o fim do desenvolvimento intelectual. Conforme a inteligência fluida diminui, outra capacidade ganha força: a inteligência cristalizada.

“Ela aumenta extraordinariamente ao longo dos 40 e 50 anos e permanece elevada aos 60, 70 e 80 anos — e até depois disso”, explicou Brooks.

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Esse tipo de inteligência está ligado ao conhecimento acumulado e à capacidade de recorrer às experiências anteriores para reconhecer padrões e orientar outras pessoas.

“Não se trata de inovação propriamente dita, nem de memória de trabalho ou de uma capacidade incansável de concentração. Trata-se da habilidade de ensinar, reconhecer padrões, orientar e atuar como mentor”, enumerou.

Cada fase exige habilidades diferentes

Na descrição do vídeo, Brooks resumiu que a inteligência fluida atinge seu auge na juventude, enquanto a cristalizada cresce com a idade.

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Para ele, o segredo não está em tentar conservar para sempre as mesmas habilidades, mas em reconhecer o momento de mudar. Afinal, cada fase da vida pode oferecer uma maneira diferente de aprender, trabalhar e contribuir.

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