Pilar Guillén, maquiadora: 'A partir dos 50 anos, a melhor maquiagem não é aquela que esconde, mas sim aquela que ilumina, realça e confere à pele uma aparência saudável'
Publicado em 28 de outubro de 2026 às 08:02
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Por Pedro Henrique Cabo | Colaborador
Geek fashionista que canta 'Let It Go' no chuveiro, trata 'O Diabo Veste Prada' como religião e escolheu Piplup como seu inicial. Jornalista metido a designer, cinéfilo de Letterboxd e amante das artes.
Menos é mais com o passar dos anos, e na maquiagem não é diferente
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Para quem gosta de se maquiar, encontrar a base perfeita também é uma delícia. Ela parece indispensável para uniformizar o tom da pele, cobrir pequenas imperfeições e conquistar aquele aspecto de pele dos sonhos. Mas também aprendemos que, a partir de certa idade, vale muito mais a pena apostar em bases leves e deixar de lado as texturas muito pesadas e de alta cobertura.

É comum pensar que, ao usar uma base de alta cobertura, vamos conseguir um resultado mais perfeito, quase como um filtro. Mas a realidade é que quanto mais pesada e opaca for a base, mais anos ela pode acrescentar à aparência. E não é só isso: a pele não fica mais bonita. Pelo contrário.

Graças às bases de última geração, hoje encontramos fórmulas ultrafluidas e leves que se adaptam muito bem à pele, criando o desejado efeito de segunda pele. São bases que cobrem imperfeições, mas não deixam a pele com aspecto endurecido nem aquela sensação de peso. Além disso, as fórmulas evoluíram tanto que muitas permanecem impecáveis ao longo do dia, não craquelam e ficam ainda mais bonitas com o passar das horas.

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© Getty Images

Com o passar do tempo, a pele perde elasticidade, as linhas de expressão e as rugas ficam mais marcadas e, em geral, o rosto tende a ficar mais seco e opaco. As bases excessivamente densas e de alta cobertura não são, de forma alguma, a melhor opção. Em uma pele madura, esse tipo de produto pode acentuar as rugas e os poros, além de deixar uma sensação de peso e um acabamento sem viço.

Justamente por isso, as bases leves e fluidas costumam funcionar melhor. Elas conseguem cobrir as imperfeições, mas permitem que a pele continue aparecendo, mantendo seu aspecto natural, com um acabamento fresco e viçoso. O segredo é encontrar o equilíbrio perfeito entre cobertura e naturalidade.

Segundo a maquiadora Pilar Guillén, “a melhor maquiagem depois dos 55 anos não é aquela que esconde, mas a que ilumina, realça e deixa a pele com um aspecto saudável”.

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Preparar a pele antes da base é fundamental

Independentemente da idade, preparar a pele antes da maquiagem faz toda a diferença. Esse cuidado ajuda a deixar o rosto ainda mais bonito e radiante. Mas, quando falamos de peles maduras, essa etapa se torna uma necessidade, porque, em geral, a pele fica mais seca com o passar dos anos e perde parte da luminosidade.

“Uma rotina diária de hidratação, nutrição e proteção fará com que o rosto fique mais preparado para receber a maquiagem”, explica a especialista.

No mercado, encontramos diversos produtos desenvolvidos para preparar a pele e deixar a maquiagem impecável. Um dos cremes mais famosos para essa finalidade é o Charlotte's Magic Cream, da Charlotte Tilbury, assim como o clássico creme francês Lait-Crème Concentré, da Embryolisse, queridinho de muitos maquiadores.

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Outra opção é apostar em séruns com ácido hialurônico, que ajudam a hidratar e a deixar a pele mais preenchida.

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