Adrián Alegre, dermatologista: 'A partir dos 50 anos, o erro mais comum que as mulheres cometem no cuidado com a pele é se concentrar apenas na hidratação. A pele precisa de ingredientes ativos que a protejam e promovam a renovação'
Publicado em 16 de junho de 2026 às 09:34
Por Clara Espíndola | Colaboradora | TV, beleza e famosos
Viciada em novela desde criança, Clara é apaixonada por beleza, criada no teatro e troca qualquer programa por uma boa noite de fofoca.
É preciso dar à pele o que ela precisa em cada fase da vida, e há princípios ativos que são essenciais
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Quando comparamos a pele de alguém que cuida bem dela com a de alguém que não o faz, a diferença costuma ser bem perceptível. Manter uma rotina adequada de cuidados com a pele faz uma grande diferença, e nem sempre isso se deve a tratamentos invasivos ou muito sofisticados.

Conforme explicou o dermatologista Adrián Alegre à revista Semana, mulheres a partir dos 50 e 60 anos podem ter um rosto bem cuidado e rejuvenescido, mesmo sem recorrer a procedimentos diversos. Nesse sentido, o especialista destaca que isso pode ser alcançado com uma rotina adequada e evitando certos erros.

Cuidar da pele a partir dos 50 e 60 anos

O especialista indica que “a partir dos 50 anos, a pele começa a perder colágeno e elasticidade; por isso, na primavera, é fundamental reforçar a hidratação, a fotoproteção e introduzir ativos que melhorem a qualidade da pele, como antioxidantes ou retinóides suaves”, destaca Adrián.

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As mulheres que já passaram dos 50 ou 60 anos começam a ter necessidades especiais. Nestas idades, a pele apresenta uma “maior fragilidade cutânea e tendência ao ressecamento”. Por esse motivo, os cremes mais nutritivos e reparadores costumam ser os mais recomendados nesta fase da vida. “Texturas mais ricas, fórmulas que reforcem a função de barreira e evitar rotinas excessivamente agressivas”, indica o dermatologista.

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A hidratação é fundamental

Um dos cuidados mais básicos com a pele, em qualquer idade, é a hidratação. Mas aos 60 anos, a hidratação é ainda mais necessária, já que a pele geralmente tende a ficar mais seca. Por exemplo, “após o inverno, a pele madura costuma ficar mais desidratada e com a função de barreira alterada. Manter uma boa hidratação não é apenas uma questão estética: melhora a elasticidade, reduz a sensação de repuxamento e faz com que a pele tolere melhor outros tratamentos”, explica Alegre.

À medida que envelhecemos, a capacidade da própria pele de reter água diminui, por isso o especialista recomenda uma hidratação mais intensiva para maiores de 60 anos. Embora o dermatologista também destaque que: “A partir dos 50 anos, um dos erros mais comuns é se concentrar apenas na hidratação. A pele também precisa de ativos de defesa, como antioxidantes (vitamina C e niacinamida), e de renovação, como hidroxiácidos ou retinóides adaptados”, comenta Adrián.

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O que acontece é que, às vezes, o medo de que esses princípios ativos irritem a pele leva muitas mulheres a cometer o erro de não usá-los. Quando, na verdade, “eles podem e devem ser utilizados em formulações mais suaves e de forma progressiva”, esclarece o especialista.

Riscos para a pele na em mulheres com mais de 50 anos

Quando chega o bom tempo, é perfeitamente normal que nos exponhamos mais ao sol, mas o inconveniente disso é que “nas mulheres a partir dos 50 anos, o principal problema é o aparecimento ou o agravamento de manchas devido à exposição solar acumulada, juntamente com a perda de luminosidade”, destaca.

“No caso das mulheres com 60 anos ou mais, além das manchas, preocupa mais a fragilidade da pele, a secura intensa e uma maior sensibilidade às mudanças ambientais”, insiste o dermatologista.

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Segundo o especialista, uma boa rotina de cuidados com a pele deve ser simples: “limpeza suave, hidratação adequada e proteção solar diária. Pela manhã, um antioxidante como a vitamina C, seguido de hidratante e protetor solar. À noite, um ativo reparador ou renovador, sempre adaptado à tolerância da pele”, explica Alegre.

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