Maior artilheiro da história das Copas, Messi quase não virou jogador de futebol; entenda o tratamento com mais de 2 mil injeções que mudou seu destino
Publicado em 22 de junho de 2026 às 16:43
Por Luiz Eugênio de Castro | Reality show, redes sociais e TV
Leonino apaixonado por entretenimento e cultura pop! Filho legítimo de Britney Spears e obcecado pela Anitta, claro!
A trajetória do argentino quase tomou outro rumo: um diagnóstico na infância colocou em dúvida seu futuro como atleta profissional
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A imagem de Lionel Messi levantando taças, quebrando recordes e decidindo partidas históricasfaz parte da memória do futebol. Mas existe um detalhe da infância do argentino que poderia ter mudado completamente a trajetória de um dos maiores atletas de todos os tempos!

Hoje dono de 18 gols em Copas do Mundo e isolado como maior artilheiro da história dos Mundiais, Messi precisou enfrentar uma batalha longe dos gramados quando ainda era criança. Diagnosticado com deficiência do hormônio do crescimento, o camisa 10 da Argentina teve seu futuro no esporte colocado em dúvida muito antes de encantar o planeta com a bola nos pés.

A condição exigiu anos de tratamento, aplicações diárias e um esforço financeiro que sua família teve dificuldades para sustentar. Sem isso, a história do futebol poderia ter sido bem diferente...

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Diagnóstico assustou Messi ainda na infância

Messi tinha apenas 11 anos quando recebeu um diagnóstico que mudaria sua vida. Na época, o jogador media cerca de 1,30 metro, altura considerada compatível com crianças de oito ou nove anos.

Enquanto atuava nas categorias de base do Newell's Old Boys, o argentino já demonstrava talento acima da média, mas chamava atenção também pela baixa estatura em comparação aos demais garotos da mesma idade.

Exames médicos confirmaram a deficiência do hormônio do crescimento, condição que impede o desenvolvimento físico normal durante a infância e a adolescência.

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Os médicos foram diretos: seria necessário iniciar um tratamento baseado em aplicações diárias do hormônio para estimular o desenvolvimento ósseo e muscular.

Anos depois, o próprio Messi relembrou como era a rotina. "Uma vez por noite, eu me injetava com o hormônio do crescimento. Alternava as pernas: primeiro uma, depois a outra. No início, meus pais me aplicavam, até que aprendi e comecei a fazer sozinho", contou o craque em relato divulgado pelo portal El Debate.

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Problema não era apenas a altura

Embora a baixa estatura tenha sido o aspecto mais visível da condição, especialistas afirmam que o impacto da deficiência hormonal vai muito além dos centímetros.

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Em entrevista ao jornal O Globo, a endocrinologista pediátrica Margaret Boguszewsk explicou que a ausência do tratamento afetaria diretamente a formação muscular, a saúde óssea e o metabolismo.

"Sem o tratamento, ele talvez não chegasse a 1,50m. Mas, é preciso considerar também os efeitos metabólicos do hormônio do crescimento. A deficiência deste hormônio afeta a formação de músculos e a queima de gordura, então a tendência é desenvolver obesidade. Além disso, a massa óssea fica comprometida, aumentando o risco de fraturas. Sem tratamento, seria praticamente impossível um deficiente de hormônio de crescimento se tornar um jogador de futebol ou de qualquer outro esporte", afirmou a médica.

O problema poderia comprometer justamente atributos fundamentais para um atleta profissional: força, explosão, resistência física e estrutura óssea.

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A luta da família Messi

Além do desafio médico, havia um obstáculo financeiro. O tratamento era caro e precisava ser mantido sem interrupções. Em entrevista, também reproduzida pelo jornal espanhol El Debate, Messi admitiu: "Foi um tratamento muito caro".

Nesse período, a mãe do jogador, Celia María Cuccittini, teve papel decisivo para garantir a continuidade das aplicações. Segundo o relato do argentino, ela atravessava Rosário em busca dos recursos necessários para custear o tratamento. "Morávamos na zona sul da cidade e tínhamos que ir até Malvinas, do outro lado", recordou.

Nem sempre as tentativas davam resultado. "Às vezes, ela ia e diziam que a pessoa que deveria lhe entregar o dinheiro não estava lá", contou Messi.

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Barcelona entra em cena e muda a história

Com dificuldades para manter os custos do tratamento, a família encontrou uma solução que acabaria transformando a história do futebol. O Barcelona decidiu apostar no garoto argentino e assumiu integralmente as despesas médicas relacionadas ao hormônio do crescimento.

Foi durante esse período que Messi passou a treinar nas categorias de base do clube catalão enquanto seguia recebendo as aplicações diárias.

O tratamento funcionou. Messi completou seu desenvolvimento físico e atingiu cerca de 1,70 metro de altura na vida adulta. Décadas depois, o menino que recebeu o apelido de "La Pulga" por ser menor que os colegas alcançou uma dimensão que vai muito além dos centímetros.

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Em 22 de junho de 2026, ao marcar duas vezes na vitória da Argentina sobre a Áustria, o craque chegou a 18 gols em Copas do Mundo e ampliou um recorde que já era seu: o de maior artilheiro da história dos Mundiais!

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