Bastou "O Diabo Veste Prada 2" chegar às telonas com um magnata da tecnologia tentando comprar a (ex) revista Runway para a internet inteira apontar o dedo... seria esse personagem uma indireta nada sutil para Jeff Bezos, que tem um hábito simples todas as manhãs que o ajuda a ser mais produtivo durante o dia? A teoria ganhou força por causa da onipresença de Bezos e sua noiva, Lauren Sánchez, nas primeiras filas da alta moda ultimamente.
E vamos combinar, minha gente, a suspeita não é nenhum delírio coletivo! No novo filme, o personagem de Justin Theroux é um bilionário tech decidido a adquirir a bíblia da moda comandada por Miranda Priestly (Meryl Streep). Tudo para fazer com que Emily (Emily Blunt) - sua então namorada - coloque o plano dela em dia para se vingar da antiga patroa e virar a nova "chefona".
Para muita gente, o roteiro pareceu um "recorte e cole" das fofocas corporativas recentes. Nos últimos meses, boatos de que Bezos estaria interessado na Condé Nast (a gigante por trás da Vogue) circularam forte, com um detalhe extra: ele estaria disposto a comprar o império para consolidar Lauren Sánchez de vez na aristocracia fashion!
No longa, esse bilionário representa algo indigesto para os puristas: a chegada do capital frio da tecnologia ao último reduto do glamour clássico. A conta do público fechou rápido: Jeff Bezos no papel do magnata tech; Lauren Sánchez como a companheira em ascensão no circuito; Condé Nast (e a Vogue) como o objeto de desejo; E Anna Wintour como a guardiã desse castelo. Será que foi tudo premeditado?
Com as comparações pegando fogo, a roteirista Aline Brosh McKenna decidiu colocar os pingos nos is, mas confessou que a coincidência deixou até a equipe de queixo caído!
Em entrevista à Variety, ela negou que o casal tenha sido a inspiração oficial: “Bem, nós já tínhamos um roteiro e estávamos filmando quando os rumores [de que Bezos estaria considerando adquirir a Condé Nast] começaram a circular. Não foi inspirado por nada em específico. Mas, quando aconteceu, dissemos: ‘Uau!’”. Então, tá!
Oficialmente, não houve inspiração, mas a descrição que McKenna faz do personagem de Theroux é afiada...
Ela o define como um homem de lógica fria, que vê a moda e a escrita humana como coisas descartáveis diante da Inteligência Artificial. A roteirista ainda deu uma alfinetada, dizendo que há uma diferença entre quem compra mídia para fazê-la crescer e quem compra apenas para “melhorar a reputação, ter algum prestígio ou ir a festas com estrelas de cinema”. Por aqui, ainda suspeitamos de algo!
Se no primeiro filme o drama de Miranda era lidar com assistentes "sem estilo", agora o buraco é mais embaixo. A editora está em uma posição vulnerável, enfrentando o colapso de um modelo onde ela sozinha ditava as regras, agora atropelada por investidores e celebridades instantâneas.
McKenna explica que Miranda encara um “grande dilema existencial”. Ela não está SÓ salvando uma revista, ela está tentando impedir que a autoridade cultural vire apenas um brinquedo de status nas mãos de um oligarca.