Não é só dieta e nem só academia: quem envelhece mais devagar tem este hábito em comum, segundo estudos sobre longevidade
Publicado em 7 de maio de 2026 às 10:22
Por Lais Seguin | Colaboradora
Formada em Jornalismo pela Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep), atua na imprensa desde 2021 com foco em conteúdo de entretenimento, comportamento e cotidiano. Produz matérias leves, informativas e conectadas ao universo dos famosos e das tendências, com linguagem acessível e olhar atento ao que desperta o interesse do público.
Envelhecer bem pode ir muito além de dieta e academia. Pesquisas sobre longevidade apontam que pessoas que aparentam ser mais jovens compartilham um comportamento ligado à forma como vivem o tempo.
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Pessoas que parecem envelhecer mais lentamente podem ter algo em comum além da genética e dos cuidados com o corpo. Estudos recentes sobre longevidade e bem-estar vêm mostrando que a maneira como cada indivíduo se relaciona com o tempo pode influenciar diretamente a saúde física e emocional ao longo dos anos.

Segundo pesquisadores, indivíduos que mantêm momentos frequentes de imersão total em atividades prazerosas tendem a apresentar maior sensação de bem-estar, menos estresse e até sinais mais positivos relacionados ao envelhecimento saudável. O conceito ganhou força após análises conduzidas por especialistas em psicologia e qualidade de vida.

Estado de fluxo ganha destaque em pesquisas sobre longevidade

O fenômeno foi chamado de ‘estado de fluxo’ pelo psicólogo Mihaly Csikszentmihalyi. O termo descreve momentos em que a pessoa fica completamente absorvida por uma atividade, perdendo a noção do tempo enquanto realiza algo que exige atenção genuína.

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Esses episódios podem acontecer durante tarefas simples do cotidiano, como ouvir música, cuidar do jardim, cozinhar, ler um livro ou praticar um hobby criativo. O ponto central, segundo os estudos, é que a mente deixa de focar em preocupações constantes e entra em um estado de concentração plena.

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Período sobre longevidade revela associação importante entre stress e envelhecimento

Pesquisas publicadas no periódico científico Journal of Happiness Studies analisaram mais de 1 mil adultos ao longo de dez anos e identificaram que pessoas que vivenciam regularmente esse tipo de experiência relatam maior qualidade de vida e bem-estar emocional.

Além disso, cientistas também observaram uma relação entre o excesso de estresse e sinais de envelhecimento celular acelerado. Estudos apontam que altos níveis de cortisol, hormônio liberado em situações de pressão constante, podem impactar estruturas conhecidas como telômeros, associadas ao processo de envelhecimento do organismo.

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Propósito de vida também aparece como fator importante

Outro ponto destacado pelos pesquisadores é o senso de propósito. Pessoas que mantêm atividades consideradas significativas no dia a dia costumam criar mais momentos de concentração profunda e satisfação emocional.

Estudos que acompanharam milhares de participantes por décadas concluíram que fatores como autoaceitação, conexão social e sensação de direção na vida estão ligados a menores índices de mortalidade e melhor percepção de saúde.

Especialistas afirmam que a meia-idade costuma trazer uma mudança importante na relação com o tempo. Compromissos, trabalho, rotina familiar e excesso de tarefas fazem com que muitas pessoas passem a viver apenas em função de prazos e obrigações, reduzindo momentos de prazer genuíno e presença real.

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Hábitos simples podem ajudar a reduzir o estresse

Pesquisadores reforçam que não é necessário transformar completamente a rotina para estimular esses momentos de absorção. Pequenas mudanças já podem fazer diferença no cotidiano.

Entre os hábitos mais citados estão:

  • reduzir o uso do celular durante atividades importantes;
  • evitar multitarefa excessiva;
  • retomar hobbies antigos;
  • aprender algo novo;
  • reservar tempo para atividades que exigem concentração e prazer.

A lógica é semelhante à sensação de assistir a um filme no cinema sem interrupções: quando a atenção está totalmente direcionada ao presente, o cérebro tende a desacelerar o ciclo constante de ansiedade e preocupação.

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Para os especialistas, pessoas que envelhecem melhor ao longo dos anos são justamente aquelas que conseguem preservar esses momentos de conexão genuína com o presente, mesmo diante das responsabilidades da vida adulta.

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