O 3 a 0 do Brasil sobre a Escócia em Miami entregou muito mais do que a liderança do Grupo C e a vaga nas oitavas de final da Copa 2026, minha gente! A partida foi histórica para dois jogadores em momentos completamente diferentes da carreira: Neymar e Vini Jr.. Enquanto um garantiu o status de dono da nova geração, o outro adicionou mais um recorde a uma trajetória de mais de uma década com a camisa da Seleção!
Se teve um dono no jogo contra a Escócia, foi Vinícius Júnior! O atacante abriu o placar logo no começo e marcou de novo nos acréscimos do primeiro tempo. O estrago só não foi maior porque o VAR anulou um terceiro gol dele, lance que parou as redes sociais e dividiu opiniões na imprensa, mas ok.
O que chama atenção de verdade é o peso histórico desses gols! Ao balançar as redes em todos os jogos da fase de grupos, Vini Jr. entrou para um clube absurdamente restrito.
Ele é apenas o quinto brasileiro na história a marcar nos três primeiros jogos de uma Copa do Mundo. Sabe quem são os outros quatro? Jairzinho (1970), Romário (1994), Ronaldo e Rivaldo (ambos em 2002). Só campeão mundial e protagonista! Estar nessa lista deixa claro que o atacante do Real Madrid vive a melhor Copa da sua vida, não é mesmo?
Essa virada de chave mostra a transição real que está rolando na Seleção de Carlo Ancelotti. "Cria" do Flamengo, Vini passou anos lidando com a cobrança de ser o herdeiro técnico de Neymar. Com quatro gols no torneio até aqui, ele chamou a responsabilidade de vez: contra os escoceses, infernizou a defesa com marcação alta e participou de praticamente todas as jogadas perigosas do Brasil. Divo soberano!
Do outro lado, a noite também foi gigante para Neymar. Ao entrar em campo, o camisa 10 chegou a 14 jogos disputados em Copas do Mundo, igualando marcas de três nomes históricos do futebol brasileiro: Pelé, Gilmar e Leão.
O número coloca Neymar no topo dos jogadores que mais vezes defenderam o país em Mundiais. O feito mostra a longevidade de uma carreira que começou lá na Copa de 2014 - com direito àquela lesão dramática contra a Colômbia! - e segue relevante quatro ciclos depois. Ele já é o maior artilheiro da história da Seleção em jogos oficiais e, mesmo dividindo os holofotes com a fase iluminada de Vini Jr., provou que ainda tem muita lenha para queimar.