Uma cena curiosa chamou atenção dos espectadores de “Vale Tudo” nesta quinta-feira (25). Grávida de gêmeos, a personagem Solange Duprat apareceu sem a barriga de gestação, já exibida em capítulos anteriores. Alice Wegmann se divertiu com a repercussão, mas garante que gravou, sim, com a prótese.
“Gente, eu já dei tanta risada hoje que viralizou essa coisa aí que a Solange apareceu sem barriga. Eu tava de barriga, eu juro por Deus que eu estava com a barriga”, declarou a atriz, que assumiu o novo namorado recentemente.
Segundo Alice, o figurino criou uma espécie de ilusão de ótica que escondeu a barriga. “É uma cinta que a gente usa, com elástico... e aquela calça tem um elástico muito grosso. Ela é de cintura alta e escura, então pareceu que eu estava sem barriga, mas era efeito da roupa. Não esqueceram de botar a barriga em mim, não”, reforçou.
Alice ainda contou que segura constantemente a barriga cênica para que o público a veja. “Tem umas roupas que deixam a barriga mais à mostra, tem outras que deixam menos. Por isso, eu fico quase toda cena segurando a barriga, pra vocês verem que ela tá lá. Quando eu não fico segurando, reclamam que não tá. Inferno! (risos)”, divertiu-se.
[ALERTA: o texto a seguir pode conter gatilhos para vítimas ou pessoas sensíveis a assuntos relacionados a abuso sexual]
Em entrevista recente ao jornal O Globo, Alice abriu o coração sobre o abuso sexual que sofreu. A atriz refletiu sobre como a personagem na série “Justiça 2” a ajudou a processar a violência do passado.
“Pude fazer a Carolina, na série ‘Justiça 2’, que vivia um abuso intrafamiliar do tio. Era o personagem do Murilo Benício, que foi grande parceiro. Apesar de ser uma história pesada, a gente conseguia dar risada junto no intervalo. Eu me sentia segura, acolhida. Recebia mais de 20 mensagens diariamente de mulheres e homens contando casos pessoais sobre os quais nunca tinham falado e que a série os ajudou a enxergar. Falar e buscar ajuda te dá uma estrutura. A série veio num lugar de cura para mim”, afirmou Alice durante participação no videocast “Conversa vai, conversa vem”.
Apesar disso, foi um processo que também despertou gatilhos em Alice. “Tinha dias que o meu corpo doía inteiro, eu ficava mal. Fico até emocionada de contar (os olhos se Alice se enchem de lágrimas). Foi um trabalho que mudou minha vida, em que vivi esse processo de entendimento e de cura, de olhar para aquilo e saber que aquela história da Carolina também tinha sido um pouco a minha. Não no lugar do tio... Mas que vivi isso de alguma forma e muitas outras mulheres também. E aí existe o lugar de entender o poder genuíno da arte como cura”, refletiu.