O que é neoplasia? Diagnóstico que fez narrador Luís Roberto ficar fora da Copa do Mundo é explicado por médico oncologista: 'Pode dar origem a tumores benignos ou malignos'
Publicado em 8 de abril de 2026 às 14:08
Por Matheus Queiroz | Notícias dos famosos, TV e reality show
Jornalista por vocação, apaixonado por música, colecionador de CDs e neto perdido de Rita Lee.
Afastamento de Luís Roberto da Copa do Mundo foi confirmado pela TV Globo nesta terça-feira (07).
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Luis Roberto ficará de fora da transmissão da Copa do Mundo na TV Globo após ser diagnosticado com uma neoplasia na região cervical. A informação foi confirmada nesta terça-feira (08).

Segundo a Globo, Luis descobriu o problema de saúde em exames de rotina e, agora, está na fase final de avaliação para decidir a melhor forma de tratamento médico. “Ficar ausente por esse período que engloba a Copa é um desafio enorme, mas o maior de todos é vencer esta etapa. Esse é o meu foco. Com fé em Deus e na ciência em breve estaremos de volta à vida normal. Obrigado a todos por tanto carinho e apoio”, desabafou o narrador, que ganhou o apoio de Galvão Bueno.

“A neoplasia cervical refere-se ao crescimento anormal e desordenado de células na região do pescoço, que abriga estruturas importantes como linfonodos (gânglios linfáticos), glândulas salivares, tireoide, músculos e vasos sanguíneos. Esse crescimento pode dar origem a tumores benignos ou malignos, com comportamentos e impactos bastante distintos no organismo”, explica o oncologista Dr. Ramon Andrade de Mello, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia.

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NEOPLASIA BENIGNA OU MALIGNA: ENTENDA AS DIFERENÇAS

Uma neoplasia pode ser benigna ou maligna, neste caso, um câncer. O diagnóstico é descoberto através de exame físico, exames de imagem, como ultrassonografia ou tomografia e, quando necessário, biópsia para análise das células.

“Quando identificadas precocemente, muitas neoplasias cervicais, inclusive malignas, apresentam altas taxas de tratamento bem-sucedido e controle da doença. Por outro lado, o atraso no diagnóstico pode permitir a progressão do tumor e reduzir as opções terapêuticas”, alerta o médico.

Nos tumores benignos, as células apresentam crescimento mais lento e organizado, sem capacidade de invadir outros tecidos ou formar metástases. Nestes casos, o tratamento envolve acompanhamento clínico ou remoção cirúrgica.

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“Já nas neoplasias malignas, caracterizadas como câncer, o cenário exige maior atenção. As células passam a se multiplicar de forma descontrolada, podendo invadir estruturas vizinhas e se disseminar para outras partes do corpo. Entre os tipos mais comuns estão os linfomas, os cânceres de tireoide e os tumores de cabeça e pescoço. Nesses casos, o tratamento pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou terapias-alvo, dependendo do tipo, estágio e localização do tumor”, destaca o doutor.

Entre os principais sinais de alerta, estão nódulos ou “caroços” no pescoço, dor persistente na região cervical, dificuldade para engolir, rouquidão prolongada, aumento de linfonodos e, em alguns casos, perda de peso inexplicada. Caso esses sintomas persistam por mais de duas semanas, é urgente procurar atendimento médico.

“É importante deixar claro que, mesmo em um território pequeno como o pescoço, alterações discretas podem carregar significados importantes, e, quando investigadas a tempo, melhoram o prognóstico”, alerta o especialista.

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Já entre os principais fatores de risco, especialmente nos casos malignos, estão tabagismo, excesso de álcool, infecção por HPV, histórico familiar de câncer, exposição à radiação e alterações hormonais.

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