Ventos acima de 100km/h, muita chuva, e 9h de resgate: hoje candidato inelegível à Presidência, Pablo Marçal levou 60 pessoas ao 4º maior pico de SP, localizado em cidade de 12,5 mil habitantes na Serra da Mantiqueira. 'Totalmente irresponsável', alegou Corpo de Bombeiros
Publicado em 10 de setembro de 2026 às 12:18
Por Guilherme Guidorizzi | Notícias da TV, novelas e famosos
Escreve sobre novelas e entrevista o elenco para trazer as novidades dos próximos capítulos. Produz conteúdos sobre famosos e TV.
Pablo Marçal e outras 31 pessoas tentaram chegar ao cume do Pico dos Marins, em SP, sem equipamentos necessários. A aventura de risco foi reprovada por Corpo de Bombeiros após 9h de resgate
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Um dos candidato à Presidência da República nas Eleições 2026, Pablo Marçal ainda aguarda a análise do registro de sua chapa junto ao PRTB pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Condenado à inegibilidade por 8 anos e alvo de cadeirada de Datena em debate político há dois anos, o empresário e coach viu o Tribunal Regional de São Paulo reverter uma das condenações dias atrás.

Mas bem antes de se aventurar na política e ser agredido pelo apresentador de programas policiais, Marçal se envolveu em outra polêmica, logo no começo de janeiro de 2022 ao tentar escalar ao lado de 32 pessoas o arriscado Pico dos Marins, onde o escoteiro Marco Aurélio Bezerra Bosaja Simon desapareceu aos 15 anos em junho de 1985.

"Só os irresponsáveis chegam no topo", disparou em rede social após atingir o cume da montanha localizada na Serra da Mantiquera na cidade paulista de Piquete. O ponto mais alto tem 2.4 mil metros (quarto maior de São Paulo), enquanto o município soma apenas 12.5 mil moradores e fica distante cerca de 215km da capital daquele estado.

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Aventura irresponsável de Pablo Marçal: resgate de 32 pessoas durou 9h

A aventura começou no dia 5 de janeiro, uma quarta-feira, e na época Marçal tinha dois milhões de seguidores. Inicialmente, 60 pessoas iniciaram a caminhada até o cume do Pico dos Marins, noticiou o jornal  "O Globo" do dia 8. "Fora da época recomendada (o preferível é entre abril e agosto), sem preparo e sem equipamentos adequados (sugere-se material para comunicação e aquecimento, além de alimentos), a aventura, para 32 pessoas da turma, terminou com uma operação de resgate do Corpo de Bombeiros que levou nove horas", relatou.

Paulo Roberto Reis, capitão da corporação, não poupou duras críticas ao hoje presidenciável. "Ele foi totalmente irresponsável. Subir com um grupo de pessoas despreparadas e sem equipamento é colocá-las sob risco de morte. Foi a pior ação que a gente viu no local", sacramentou.

Grupo de Pablo Marçal encarou risco de hipotermia

Era meio da madrugada, 2h30, quando os Bombeiros foram acionados. Isso porque uma ventania arrastou bancadas e os aventureiros ficaram molhados em razão da chuva, com risco de hipotermia. Normalmente, os termômetros no pico batem no zero grau. A situação ficou mais caótica por conta da neblina.

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"Recebemos um chamado para mais de 30 pessoas perdidas, sem equipamentos, debaixo de chuva. Evitamos uma tragédia", acrescentou o capitão dos Bombeiros. Já Marçal classificou como "pior dia da nossa vida". "Na descida, ficamos mais quatro horas parados com ventos de mais de 100 quilômetros por hora", classificou o dono do curso "O Pior Ano da Sua Vida".

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