A Fórmula 1 está de volta! A temporada 2026 começa neste fim de semana com o GP da Austrália, em Melbourne, no Circuito de Albert Park, etapa que também marca o retorno das transmissões pelo Grupo Globo.
Mas muita gente se pergunta: por que a emissora do "plin plin" abriu mão da categoria, que foi assumida pela Band nos anos seguintes, e agora resolveu retomá-la, mesmo pagando menos dinheiro do que concorrentes como a Record ofereceram? A resposta envolve dinheiro, audiência, mudanças no mercado de TV e até a falta de pilotos brasileiros.
Para entender essa história, precisamos voltar a 6 anos atrás. Naquela época, a Rede Globo decidiu não renovar o contrato que vinha desde os anos 1970. O jornalista Ciro Campos, em matéria para o Estadão, explicou que a crise econômica da pandemia e a falta de pilotos brasileiros no grid, desde que Felipe Massa saiu em 2017, pesaram muito na decisão.
Na época, a empresa explicou em nota que a decisão fazia parte de uma reavaliação estratégica. "Como parte da revisão de seu portfólio de direitos, um dos maiores entre emissoras de TV do mundo, a Globo optou por não renovar os direitos de transmissão da Fórmula 1 a partir de 2021".
Além disso, havia um climão com os novos donos da categoria, o grupo Liberty Media. Eles não gostavam do fato de a Globo cortar a entrega do pódio ou exibir apenas treinos no SporTV o que para a organização da F1, diminuía a exposição dos patrocinadores. A emissora até tentou oferecer um valor menor na renovação, mas a Liberty Media não aceitou, resultando em uma "negociação frustrada". Depois que a Globo saiu, a Band assumiu as transmissões entre 2021 e 2025
Agora vem o assunto que todo mundo comenta nos bastidores: o dinheiro. Segundo a jornalista Julianne Cerasoli, do Uol Esporte, a Record entrou na briga com uma verdadeira fortuna de US$ 13 milhões, o que daria cerca de R$ 72 milhões na cotação citada em notícias recentes. Até a Band tentou manter o evento oferecendo US$ 10 milhões.
Porém, a Liberty Media surpreendeu e preferiu fechar com a Globo por um valor menor: cerca de US$ 8 milhões por temporada. O motivo? A tradição e o enorme alcance de público da emissora carioca, que é o dobro do que a Band vinha conseguindo. Estar no Jornal Nacional e no Fantástico ainda vale mais do que qualquer montanha de dinheiro vivo para os organizadores mundiais.
Além disso, a emissora apresentou um projeto de cobertura multiplataforma, envolvendo TV Globo, SporTV, Globoplay e conteúdos digitais nos portais da empresa. Segundo declaração do diretor dos canais esportivos da emissora, Eduardo Gabbay, ao anunciar o retorno da categoria, a proposta é ampliar a cobertura. "Os canais SporTV fornecerão aos fãs uma cobertura completa de todos os treinos, sessões de qualificação e Grandes Prêmios nos próximos anos".
O novo contrato vai até 2028 e traz novidades para nós, telespectadores. A Globo exibirá 15 GPs na TV aberta, enquanto os outros nove ficam com o SporTV e Globoplay. As vozes oficiais serão de Luís Roberto e Everaldo Marques.
O Grupo Bandeirantes, que fez um "lindo trabalho" desde 2021, se despede da categoria agradecendo ao público fiel, conforme nota oficial no LinkedIn. Com a chegada das montadoras Audi e Cadillac em 2026, a promessa é de muito luxo e emoção nas pistas novamente na tela da Globo.