Gusttavo Lima quebrou o silêncio após ser chamado de "ladrão" pelo prefeito Cléber Chaparral, de Surubim (Pernambuco) por cancelar um show em cima da hora. O "Embaixador" recebeu cachê de R$ 1,3 milhão para se apresentar em festa de São João da cidade-natal do apresentador de TV Chacrinha, cuja morte completa 38 anos nesta terça-feira (30).
Segundo o cantor, o cancelamento do show se deu devido a um quadro de intoxicação alimentar, que se agravou durante a semana. Gusttavo alegou que mesmo não estando 100% de saúde ainda se apresentou em Maracanaú (CE) e condenou de forma firme as acusações.
"Independentemente do valor do contrato ou do dinheiro, doença tem que ser tratada com responsabilidade acima de tudo. Chamar alguém de ladrão por adoecer é pesado, é injusto. Ninguém escolhe ficar doente", afirmou ao portal "Metrópoles". O artista revelou ter devolvido o cachê milionário à prefeitura da cidade pernambucana, longe cerca de 2h da capital, Recife, e fez um grave acusação: "Ainda fizeram cárcere privado com a nossa banda e equipe. (...) Isso é crime".
O Purepeople aguarda retorno da prefeitura de Surubim.
Pai de dois filhos, Gusttavo relatou a grande quantidade de shows feitas nos últimos dias. "Nunca cancelei um show na minha vida por motivo assim. Foram 10 shows seguidos, apresentações de duas horas, só eu no palco. Da quarta para quinta-feira comecei a passar mal. Quando cheguei a Fortaleza, já estava cansado, com os olhos marejados e sem apetite. Acho que foi uma virose", afirmou.
O "Embaixador" disse ainda ter feito show em 2019 tomando doses de adrenalina em ambos os braços para não cancelar show e que depois ficou uma semana internado. Em relação às falas de Cleber Chaparral, Gusttavo disse que tomará medidas contra o prefeito. "As palavras ferem, destroem reputações. Todo mundo conhece o meu compromisso. Eu acho que já fiz mais pelo povo do que esse prefeito", disparou.
"Todo mundo conhece minha luta, minha preocupação com as pessoas e meu trabalho beneficente. Meus dois cachês de Barretos (SP) vão para o Hospital do Câncer (agora batizado de Hospital do Amor). A gente faz um trabalho muito sério para alguém te ferir desse jeito. Está faltando empatia", acrescentou.