Tentar 'ganhar a discussão' arruína os casais: o segredo psicológico para cortar brigas repetidas pela raiz
Publicado em 10 de agosto de 2026 às 13:05
Por Clara Espíndola | Colaboradora | TV, beleza e famosos
Viciada em novela desde criança, Clara é apaixonada por beleza, criada no teatro e troca qualquer programa por uma boa noite de fofoca.
Perguntar a nós mesmos se 'isso' é realmente tão importante é o ponto de partida para começarmos a construir
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As discussões nunca são agradáveis. Especialmente quando acontecem com nossos entes queridos. No entanto, a maioria delas costuma ter solução e, na maioria das vezes, as consequências tendem a não ser negativas.

Infelizmente, há outras discussões que se complicam. Seja porque não terminam bem, seja simplesmente porque nunca terminam. E é que, sem percebermos, podemos nos ver discutindo com alguém pelo mesmo motivo repetidas vezes. O que podemos fazer para acabar com esse ciclo vicioso?

Perguntar a nós mesmas por que isso é tão importante para nós

Às vezes, passamos tanto tempo discutindo sobre algo que nem nos lembramos mais por que tudo começou, qual é o contexto ou se realmente se trata de um assunto importante para nós ou não.

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Por isso, para quebrar esse ciclo, o primeiro passo é parar para pensar por que o assunto sobre o qual estamos discutindo é tão importante para nós. Além disso, questionar se ele realmente é importante.

Às vezes, o simples fato de querer estar certa, de “ganhar” a discussão ou a raiva que sentimos da outra pessoa por estarmos há tanto tempo presas nessa briga pode ser a causa de continuarmos discutindo em vez de encerrar o assunto de uma vez por todas.

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Não tente convencer a outra pessoa

Algo muito comum nas discussões é tentarmos convencer a outra pessoa de que nosso ponto de vista é o correto e esperarmos que ela mude de opinião.

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É claro que, se ambas as pessoas encararem o debate ou a discussão sob essa perspectiva, podemos imaginar como será fácil ficarmos presos em uma discussão interminável, cada um em seu canto do ringue, sem ceder.

O mais provável é que, em qualquer discussão, não consigamos convencer a outra pessoa, ainda menos se já estivermos discutindo há muito tempo, e não há problema algum nisso. Cada um de nós terá exposto seus argumentos e podemos tentar chegar a um acordo, mas se isso não for possível, não é um fracasso. 

Com sorte, a outra pessoa terá nos proporcionado um ponto de vista diferente sobre o qual refletir, e só podemos desejar que tenhamos feito o mesmo por ela.

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É hora de tomar uma decisão

Para encerrar a discussão, precisamos tomar uma decisão. É hora de decidir se podemos deixar para lá o assunto ou a situação que causou a discussão ou se, ao contrário, é algo que não podemos esquecer.

Se pudermos deixar para lá, é hora de encerrar a discussão e continuar nosso relacionamento com essa pessoa, considerando o assunto encerrado. Na verdade, é recomendável conversar com ela, deixar claro que vocês nunca chegarão a um acordo, mas que você a aprecia e deseja deixar esse assunto de lado para seguir em frente.

No entanto, se for um assunto que você não pode ignorar, que sempre vai ser algo que te faça explodir e que vai afetar a longo prazo seu relacionamento com essa pessoa, talvez seja a hora de se afastar, mesmo que seja difícil e doa.

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É hora de deixar para lá

Seja qual for a decisão que você tomar, é hora de deixar para lá. Para isso, a única coisa que você pode fazer é ter certeza de que já expôs seus argumentos da melhor maneira possível e que disse tudo o que tinha a dizer.

Depois de fazer isso e de tomar a decisão de manter o relacionamento com essa pessoa ou encerrá-lo, só resta arquivar essa discussão e considerá-la encerrada e superada.

Nas discussões, não precisa haver vencedores nem perdedores. Na verdade, geralmente não há. E devemos seguir em frente com a tranquilidade de saber que dissemos tudo o que tínhamos a dizer e que ser quem toma a decisão de encerrar a discussão não significa que cedemos ou que “perdemos” a discussão, mas sim que temos maturidade suficiente para fechar um ciclo negativo.

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