Stefan Falk, especialista em psicologia do trabalho: 'Dominar um instrumento musical é a habilidade mais poderosa para reestruturar o cérebro e alcançar a grandeza'
Publicado em 29 de julho de 2026 às 12:03
Por Paula Alves | Colaboradora
Jornalista apaixonada por cinema, streaming e entretenimento. Sempre em busca de boas histórias para contar.
Segundo o especialista, a recomendação tem base científica: aprender música modifica a estrutura do cérebro e favorece o desenvolvimento cognitivo
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Para Steve Jobs, a arte foi fundamental para o sucesso da Apple.

Em entrevista ao documentário “Triunfo dos Nerds” (“Triumph of the Nerds”, no original), em 1995, ele afirmou que "o que tornou o Macintosh grandioso foi o fato de que as pessoas que trabalharam nele eram músicos, poetas, artistas, zoólogos e historiadores, que também eram os melhores cientistas da computação do mundo".

Se a ciência estiver certa, a arte realmente ajudou a transformar a forma como essas pessoas pensavam.

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Por que aprender música desde cedo?

É por isso que Stefan Falk, renomado coach executivo e especialista em psicologia do trabalho, defende que existe uma habilidade que todos os pais deveriam incentivar os filhos a aprender desde cedo: tocar um instrumento musical.

Em entrevista à NBC, o autor do livro “Motivação intrínseca: 6 passos fundamentais para amar seu trabalho e alcançar o sucesso total como nunca antes” afirmou que, se há uma habilidade que uma criança deveria desenvolver o quanto antes, é justamente essa.

Sua recomendação tem respaldo científico: crianças que aprendem música têm maior probabilidade de apresentar um QI mais elevado e um melhor desenvolvimento da linguagem.

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Nietzsche dizia que "sem música, a vida seria um erro", e Falk afirma que, após mais de 30 anos trabalhando com profissionais de alto desempenho em diferentes áreas, chegou à mesma conclusão: "Dominar um instrumento musical é a habilidade mais poderosa para reconfigurar o cérebro e alcançar a excelência."

O especialista vai além e afirma que a música aumenta as chances de uma criança ter sucesso em "quase tudo". Segundo ele, quanto mais cedo começar o aprendizado, melhor. O motivo está na maneira como aprender a tocar um instrumento transforma o cérebro.

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Como tocar um instrumento transforma o cérebro

Aprender a tocar um instrumento estimula o cérebro infantil a funcionar em seu máximo potencial, criando as bases neurais para o desenvolvimento de diversas habilidades. 

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É como um treinamento intensivo para o cérebro, capaz de provocar mudanças estruturais e ampliar diferentes capacidades cognitivas.

Estudos mostram que várias regiões do cérebro de músicos apresentam maior volume e espessura, além de conexões mais eficientes entre si. 

Tocar um instrumento também está associado à melhora da memória e da atenção, favorece o desempenho escolar e contribui para o desenvolvimento das habilidades linguísticas e matemáticas das crianças.

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Para Falk, aprender música prepara as pessoas para o sucesso porque "os músicos não apenas praticam: eles visualizam o palco, ouvem as notas e sentem o resultado muito antes de ele acontecer". Isso faz com que desenvolvam a capacidade de reagir à realidade e, ao mesmo tempo, de antecipá-la mentalmente.

Segundo o especialista, essa prática também aumenta a concentração graças à disciplina que exige e ajuda na regulação das emoções. 

"A música é uma forma de regular seu mundo interior, modificando seu estado emocional por meio do som, da respiração, do ritmo e da preparação", explica.

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Nunca é tarde para aprender

Na vida adulta, tocar um instrumento continua trazendo benefícios importantes. Entre eles estão a redução do risco de demência e a preservação da saúde cerebral, ajudando a retardar o declínio de funções como a memória e a velocidade de processamento das informações.

A boa notícia é que a plasticidade cerebral permite que o cérebro continue aprendendo ao longo da vida. Ou seja, nunca é tarde para começar — nem para seu filho, nem para você.

Segundo o especialista, dedicar pelo menos 20 minutos por dia à prática já é suficiente para promover mudanças cerebrais, especialmente nas áreas relacionadas à coordenação motora e à atenção. 

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E nem é preciso começar por um instrumento complexo: escolher aquele que mais desperta seu interesse já é um ótimo primeiro passo. Um ukulele, por exemplo, pode ser suficiente para iniciar essa jornada.

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