Manter a memória ativa, escrevendo todos os dias no caderno, por exemplo, auxilia em nosso desenvolvimento, para nos sentirmos independentes e autossuficientes no futuro, principalmente quando envelhecermos. Isso até evita que dê branco na hora de lembrar do nome das pessoas.
No entanto, muita gente se pergunta: será que ela pode ser treinada? Além de ser saudável esquecermos de coisas irrelevantes, um questionamento foi feito ao Dr. Alfonso del Corral, em uma de suas participações mais recentes em podcasts.
O especialista já foi jogador de basquete, e depois, chefe dos serviços médicos do Real Madrid por mais de 10 anos, time em que Vini Jr. joga atualmente. O médico tornou-se uma grande figura de destaque, no que diz respeito à medicina esportiva na Espanha.
De acordo com o especialista em medicina esportiva, Carlos é enfático quando diz que a memória deve ser mantida na ativa, não deixando o cérebro parado: "A memória deve ser trabalhada, e deve, é fundamental. É preciso estar ativo", declarou na entrevista.
Para complementar, disse: "O cérebro é um músculo que não deve ser deixado descansar. Se você fica assistindo televisão, não vou dizer programas em específico, você vai ficando mais 'burro'", explicou. Em contrapartida, elencou algumas práticas que podem ser benéficas para ele, exercitando a memória, como:
- Jogar xadrez;
- A prática da leitura;
- Jogar sudoku (uma espécie de quebra-cabeça de lógica).
Por volta dos 50 e 60 anos de idade, as pessoas começam a se queixar de várias coisas, como a flacidez nos braços, por exemplo. Além disso, o cérebro começa a fazer mudanças naturais próprias dessa faixa etária, e a velocidade de processamento vai diminuindo.
A memória de curto prazo se torna mais frágil, então a plasticidade cerebral faz com que o cérebro continue presente, se adapte e crie novas conexões: "É muito importante ler. Todos os dias, ler um pouco. É preciso desligar as telas à noite", cita o doutor. Como exemplo, este hábito é muito popular na Argentina, com diversas livrarias famosas no país.
E se você mantiver a memória ativa, poderá reduzir o risco de desenvolver doenças neurodegenerativas, como a demência ou o Alzheimer. No entanto, talvez se questione o que pode fazer além do hábito da leitura, não é? Bem, a rotina do dia a dia pode te ajudar a deixar a mente cada vez mais ativa.
Sobre isso, o especialista acrescenta que é importante "ter sempre um sonho": "Tenho 88 anos e vou aprender a tocar piano, a cozinhar, a fazer algo novo, vou escrever um livro... Os sonhos são a verdadeira engrenagem que nos faz levantar, todas as manhãs", refletiu.
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De acordo com o expert, você pode ter diversas alegrias durante o dia, e são esses pequenos detalhes que nos fazem verdadeiramente felizes, e acabam protegendo o nosso cérebro e a nossa saúde:
"A alegria de ver as pessoas, de ler um livro, dar uma caminhada, iniciar um pequeno projeto... tudo isso te dá energia. Se exercitar e ter alegrias vai liberar endorfinas, serotoninas e mais hormônios que ativam os neurotransmissores e causam essa sensação de felicidade", explicou.
Aquelas coisas tão simples, como lembrar dos nomes, das piadas ou de detalhes, fortalecem os relacionamentos, que são um fator determinante para a saúde cerebral e emocional.
Trabalhar a memória após os 50 anos de idade vai manter não só a mente afiada, como também te preparar para envelhecer com saúde, reduzindo o risco de doenças cognitivas. Resumindo... tudo isso vai melhorar, definitivamente, a sua qualidade de vida.