Entrevista | Geovanna Tominaga valoriza legado da representatividade amarela na 'TV Globinho': 'Até hoje, recebo mensagens de meninas me contando como me ver ali plantou uma semente de esperança, de 'eu também posso'. Isso é muito poderoso'
Publicado em 21 de agosto de 2026 às 12:05
Por Guilherme Guidorizzi | Notícias da TV, novelas e famosos
Escreve sobre novelas e entrevista o elenco para trazer as novidades dos próximos capítulos. Produz conteúdos sobre famosos e TV.
A volta da TV Globinho reacende memórias: Geovanna Tominaga revela impacto da representatividade amarela em uma geração e compartilha preocupações sobre o acesso de crianças a conteúdos impróprios
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A volta da "TV Globinho" após 11 anos como especial do "Criança Esperança 2026", em 10 de outubro, mexeu com o público que foi criança nos anos 2000 e cresceu assistindo aos desenhos animados de manhã. Aliás, o retorno pode render espaço fixo na grade 2027. Enquanto isso, a internet já e ex-apresentadoras do infantil acionam o modo saudosista.

É o caso da jornalista, escritora e cerimonalista Geovanna Tominaga, uma das primeiras a comandar a atração em 2002 se revezando com Sthefany Brito e Fernanda de Freitas entre outras. "Ai, tenho tantas boas lembranças... Não me esqueço dos programas especiais, das aulas de japonês e de origami. Eu tinha uma troca muito bacana com os redatores e sempre sugeria temáticas diferentes para enriquecer o programa", recorda em entrevista ao Purepeople.

Geovanna Tominaga celebra resultado da representatividade amarela na 'TV Globinho': 'Semente de esperança'

Antes de assumir o matinal, para o qual fez dois testes em sequência e logo foi aprovada, Geovanna trabalhou com Angélica como assistente de palco na Manchete, SBT e Globo, passou por "Malhação" e fez teatro, incluindo musicais. "Com certeza, aprendi muito com a Angélica", reforça ela, que também teve passagem pelo "Vídeo Show" como repórter e apresentadora.

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Neta de imigrante japonês, Geovanna destaca a importância da representatividade da "TV Globinho", comandada ainda por Marina Ruy Barbosa, Élida Muniz e Leticia Colin. "Até hoje, recebo mensagens de meninas me contando como me ver ali na TV plantou uma semente de esperança, de 'eu também posso'. Isso é muito poderoso. Hoje, sinto isso de forma ainda mais direta pelas redes sociais e também no meu podcast, de mães falando como ter representatividade amarela na TV nos anos 90 foi importante para elas", analisa 

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Geovanna Tominaga aponta preocupação com acesso de crianças a conteúdos indevidos

Hoje com a programação infantil nas três principais emissoras de TV em escassez, Geovanna lamenta a pouca produção voltada ao público infantil e recorda que assistia ao "Bambalalão" (TV Cultura) com a mãe. "Hoje esse tipo de conteúdo praticamente ficou restrito a uns poucos horários na grade da TV aberta, infelizmente. Com isso, muitas famílias acabaram migrando para o streaming e, principalmente, para plataformas como de video e redes sociais, onde a criança continua tendo contato com publicidade e conteúdos indevidos, só que de forma ainda mais descontrolada, sem a curadoria", observa. 

"O ECA Digital chegou para colaborar em alguns pontos, mas como mãe confesso que eu ainda me preocupo. Mesmo com toda legislação criada visando proteger as crianças e os adolescentes, somos nós, pais, que precisamos fazer essa mediação de perto. Inclusive, esse foi um dos motivos que me fizeram criar o 'Conversas Maternas', para levar mais informações sobre o universo da infância para os pais que me seguem", acrescenta.

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Ex-'TV Globinho', Geovanna cogitou carreira de cantora

Vencedora de uma das edições do "Dancing Brasil", que Xuxa comandou na Record, a apresentadora cogitou ser cantora no começo da carreira. "Acho que o momento que ficou muito marcado para mim (durante o trabalho com Angélica) foi o primeiro dia em que entrei no estúdio da TV Manchete, em São Paulo, e vi o cenário do 'Clube da Criança'. Fui levar meu disco para cantar no programa e quando vi tudo aquilo, falei: 'é aqui que eu quero ficar'. Minha carreira de cantora acabou naquele momento", relembra aos risos.

Geovanna Tominaga vai voltar para a TV?

Longe da TV, Geovanna afirma que um retorno dependeria do projeto, enquanto isso toca outros projetos paralelamente ao trabalho de cerimonialista. "Hoje eu tenho uma liberdade enorme de criar do jeito que acredito, no digital. O podcast 'Conversas Maternas' é prova disso. Mas não descarto a possibilidade de abraçar um projeto voltado para as crianças", avalia, citando o canal que entra em sua terceira temporada em outubro para ouvir nomes como Roseanne Mulholland e Thalita Rebouças.

"E meu primeiro livro infantil, 'Terra do Contrário' (editora. Madrepérola) foi escolhido pelo PNLD (Programa Nacional do Livro Didático) 2026-2029 para a pré-escola. Quem sabe não nasce algo daí?", acrescenta. Fundadadora do projeto "Celebrando Amor", que celebra casamentos em cerimônias personalizadas, Geovanna se derrete ao falar do "filho": "Me emociono em todos os casamentos que realizo. Vejo os casais se casando, engravidando, tendo filhos… É mesmo incrível, finaliza.

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