Do 'Zorra Total' a provável vice-governadora do RJ: Miss 2003 e mãe atípica, Fernanda Louback é ex-atriz, já contracenou na Globo com Paulo Silvino e teve loja de joias
Publicado em 9 de outubro de 2026 às 12:00
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Por Hernane Freitas | Colaborador TV e celebs
Amante do universo pop e das celebridades em geral. Não vivo sem música, uma boa xícara de chá verde e te dou as melhores recomendações de doramas.
Muito antes de entrar para a política e se destacar no Rio de Janeiro, Fernanda Louback trilhou um caminho totalmente diferente com concursos de beleza e até no 'Zorra Total', da TV Globo
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Muitos não sabem, mas não foi com a política que Fernanda Louback ficou conhecida. Aos 46 anos, a vereadora de Niterói pelo PL é candidata a vice-governadora do Rio de Janeiro na chapa de Douglas Ruas, que deve ser declarado governador eleito após uma decisão da Justiça Eleitoral. 

Hoje, Fernanda se apresenta nas redes sociais como mãe atípica, católica e defensora de valores conservadores. Mãe de uma adolescente de 16 anos com transtorno do espectro autista (TEA), a vereadora também colocou a defesa de pessoas autistas entre as pautas de sua atuação política, assim como Silvia Abravanel.

No entanto, muito antes de entrar na vida pública, ela trabalhou como modelo, participou de concursos de beleza, atuou em um programa de humor da Globo e também empreendeu no setor de joias.

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Fernanda Louback foi Miss Rio de Janeiro, trabalhou como modelo e integrou o 'Zorra Total'

Antes de se dedicar à política, Fernanda participou de concursos como Miss Niterói, Miss Nova Friburgo e Miss Rio de Janeiro. Ela também disputou a etapa brasileira do Super Model of the World e foi agenciada pela 40 Graus Models, no Rio de Janeiro, que trabalhou com nomes como Cauã Reymond, Maria Fernanda Cândido e Isabeli Fontana.

Fernanda chegou a posar para um editorial de fantasias de Carnaval do jornal EXTRA, mas também chegou a dar alguns passos na televisão, em especial no extinto 'Zorra Total', da TV Globo. Sua participação no programa durou cerca de dois anos. 

Apesar de ter entrado no humorístico como figurante, ela logo conquistou espaço no elenco e contracenou com nomes conhecidos do humor brasileiro, entre eles Paulo Silvino, intérprete de Severino no programa, que morreu em 2017.

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Vereadora também foi dona de loja de joias

Além dos trabalhos como modelo e atriz, Fernanda investiu no empreendedorismo e abriu uma loja de joias e semijoias em um bairro nobre do Rio de Janeiro. O negócio, porém, enfrentou dificuldades depois de ser afetado por uma obra de infraestrutura realizada pela prefeitura na época, segundo informações publicadas pelo EXTRA.

A experiência empresarial foi mais uma etapa antes de sua entrada na política. Fernanda se elegeu vereadora de Niterói e passou a defender pautas alinhadas ao conservadorismo, o que agradou aos eleitores de direita.

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Lei Anti-Oruam está entre suas propostas

Filiada ao PL, Fernanda apoiou Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais de 2018 e 2022. Entre as iniciativas associadas ao seu mandato está a chamada Lei Anti-Oruam, que restringe a contratação, a divulgação e o patrocínio, pelo poder público municipal, de eventos voltados ao público jovem que promovam apologia às drogas ou ao crime organizado.

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A vereadora também se posicionou contra banheiros neutros e tentou impedir a realização de um show de Ludmilla em Niterói com base na legislação municipal.

Agora, Fernanda disputa o cargo de vice-governadora ao lado de Douglas Ruas. A chapa do PL ficou em primeiro lugar no primeiro turno, mas a confirmação do resultado depende da retotalização dos votos determinada pela Justiça Eleitoral.

Entenda a polêmica situação da disputa eleitoral no Rio de Janeiro 

Na votação do último domingo, 04 de outubro de 2026, Douglas Ruas recebeu 4.271.199 votos, o equivalente a 49,27% dos votos válidos. Eduardo Paes, do PSD, ficou em segundo lugar, com 3.706.984 votos, ou 42,76%. Garotinho terminou em terceiro, com 274.411 votos, correspondentes a 3,17%.

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O registro de candidatura de Garotinho havia sido indeferido pela Justiça Eleitoral por falta de condições de elegibilidade. O ex-governador recorreu da decisão, mas, depois do primeiro turno, tentou desistir do recurso. Em 8 de outubro, o TSE rejeitou o pedido de desistência e decidiu, por maioria de cinco votos a dois, anular definitivamente os votos recebidos por ele.

Com a retirada desses votos do cálculo, Ruas passa a ter cerca de 50,88% dos votos válidos, percentual suficiente para vencer no primeiro turno. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) marcou a retotalização para sábado, 10 de outubro, procedimento necessário para oficializar o resultado.

Eduardo Paes contestou a decisão e recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF), defendendo a realização de segundo turno, que estava previsto para 25 de outubro. O ministro Cristiano Zanin, porém, negou o pedido inicial por entender que ainda havia possibilidades de recurso na esfera eleitoral. Na noite de 8 de outubro, Paes declarou que respeitaria a decisão judicial e reconheceu a derrota.

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