Denunciado ao Ministério Público de São Paulo mais uma vez, Ratinho quebrou o silêncio durante seu programa no SBT nesta segunda-feira (10). Meses após se envolver em polêmica com a deputada federal Erika Hilton (PSOL), o apresentador foi acusado de homofobia por comentar o novo visual do cantor sertanejo Tiago Piquilo.
Em fala considerada homofóbica, Ratinho disse que o artista estava com "cara de veado" (sic). Acusado gravemente por ex-repórter de seu programa, o comunicador e empresário disparou:
"Sempre brinquei com todo mundo que vem aqui no programa. Eu nunca desrespeitei uma pessoa sequer na vida. A coisa que eu mais tenho pelas pessoas é respeito. O Brasil sabe que eu brinco. Há 28 anos que eu brinco na televisão e nunca desrespeitei uma pessoa sequer. Quando eu brigo, eu brigo, eu não desrespeito, eu vou para o tapa, vou para o soco, vou para o pontapé. Mas nunca desrespeitei ninguém".
O deputado estadual Agripino Magalhães Júnior (também do PSOL) foi quem apresentou denúncia contra Ratinho, hoje dono de cidadania paraguaia. Em resposta ao parlamentar, o comunicador disse para ele parar "com bobagem". "Vai incomodar de novo, mais uma vez, juiz, a fim de ganhar dinheiro", não perdoou, sem citar o nome do político.
Hoje contratado do SBT, Galvão Bueno saiu em defesa de Ratinho. "Eu sou testemunha. No seu primeiro programa de televisão, lá no Paraná, você nunca desrespeitou ninguém. Nunca na vida. Eu não sei o que foi, me conta a história, mas sou sua testemunha", garantiu o locutor esportivo fazendo referência à conturbada passagem pela extinta OMTV, no começo dos anos 1990.
Depois, Ratinho recordou quando Silvio Santos (1930-2024) se envolveu em polêmica por quadro onde interagia com crianças. "Um promotor, se eu não me engano, de Osasco (SP), começou a incomodar, falar que ele estava tratando mal a criança. Ele falou: ‘Ah é? Eu não sei tratar a criança, então não vou mais brincar com criança. Eu também vou fazer isso. Eu não brinco mais, é melhor e mais fácil", concluiu.