Galã dos anos 1980 e 1990 nas novelas da Globo, Raul Gazolla chega aos 71 anos nesta sexta-feira (7). Amor platônico de Ticiane Pinheiro, o ator refletiu a respeito da longevidade no mercado de consumo voltada ao público 50+ durante participação no Rio Innovation Week. O evento discutiu no painel o tema "O Consumidor Mais Desejado do Século: Como fidelizar o cliente 50+".
"Existe uma geração que não quer mais ser invisível. Ela quer participar da conversa, influenciar tendências e consumir marcas que dialoguem com sua realidade. Envelhecer hoje significa continuar produzindo, criando e ocupando espaços", afirmou Gazolla, com mais de 40 anos de carreira só na TV, onde já trabalhou na Globo, Record, SBT e na extinta TV Manchete.
Em sua fala, o artista apontou que a geração 50+ começou a ocupar novos espaços, além de ter fortalecido a presença no chamado Creator Economy. Ao mesmo tempo, ainda segundo a reflexão de Gazolla, esse público específico passou a despertar a atenção das marcas, que miram seus olhares para os consumidores com níveis cada vez maiores de participação e relevância.
Sócio da Creators Brand, agência que responde pela gestão da carreira do artista, José Alexandre Ábramo reforçou a fala do ator. "Os criadores 50+ representam uma demanda real do mercado. Eles dialogam com pessoas da mesma geração, mas também despertam o interesse de públicos mais jovens. Isso abre espaço para carreiras mais longevas e para projetos que vão além da publicidade tradicional, como licenciamento, palestras e desenvolvimento de produtos", apontou
Quem também fez aniversário nesta semana foi Nathalia Timberg, um dos ócones da atuação brasileira. Com quase 50 novelas e mais de seis dezenas de peças de teatro no currículo, a atriz foi homenageada essa semana pelos seus 97 anos. A veterana que fez uma reflexão a respeito da idade quase centenária em outra ocasião comentou a respeito do passar dos anos e da aparência física.
"O importante é que as rugas não se desenvolvam dentro de nós. É ter a felicidade de continuar lúcida. Você imaginar uma quase centenária no palco parece absurdo. Mas pretendo continuar abusando dos meus limites… E dos de vocês", apontou, acrescentando ter intenção de se manter ativa nos palcos.
"Você precisa manter em ordem o seu instrumento, que é o corpo, a voz, a mente. Não pode deixar o bisturi ficar cego", prosseguiu.