'Em certos casos a Censura deve agir': há 40 anos, Roberto Carlos defendeu veto a polêmico filme com referência bíblica e nu frontal
Publicado em 19 de abril de 2026 às 06:09
Por Guilherme Guidorizzi | Notícias da TV, novelas e famosos
Escreve sobre novelas e entrevista o elenco para trazer as novidades dos próximos capítulos. Produz conteúdos sobre famosos e TV.
Há décadas, o Rei da Música Brasileira, Roberto Carlos, se posicionou sobre um tema polêmico que gerou debates intensos. Descubra por que o cantor, defensor de valores, apoiou a censura de um filme com temática religiosa e cenas ousadas, e como essa decisão ecoou na cultura do país. Uma história que revela um lado inesperado do artista.
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Este domingo (19) é dia de rei! Roberto Carlos completa 85 anos sem perder a majestade e ainda intocável no trono de maior nome da música brasileira. Dono de sucessos que atravessam gerações e sinônimo de fim de ano na TV, o cantor já se envolveu em algumas polêmicas ao longo da longeva carreira.

Em uma delas, o intérprete de "Nossa Senhora" e "Jesus Cristo" se mostrou favorável à censura. O motivo? O filme "Je Vous Salue, Marie", produção da França em parceria com Suíça e Reino Unido, foi impedido de ser exibido no Brasil - decisão revertida apenas em 1988.

A gente explica que no longa tinha uma grande referência à Bíblia, mas ambientado nos dias atuais. Maria, jovem estudante e namorada de José, ficava grávida e era acusada pelo motorista de táxi de traição. Surgia então o anjo Gabriel para tentar mudar a cabeça do rapaz. Em cena polêmica, Myriem Roussel, a protagonista, aparecia em nu frontal.

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Roberto Carlos apoio censura a filme

A Polícia Federal chegou a impedir a exibição do filme em fevereiro de 1986 e efetuar uma prisão em confusão que envolveu Fernando Gabeira, detido, e Lucélia Santos, Maitê Proença e Edwin Luisi, que saíram em defesa do hoje comentarista da GloboNews. O Papa João Paulo II (1920-2005) se mostrou contrário ao longa.

"Não vi e não gostaria de ver. Sou contra esse tipo de filme que mexe com divindades. Acho que deve haver respeito para com a Virgem Maria. Pelo que li sobre o filme, estou de acordo com o presidente (José) Sarney pelo veto à sua exibição", afirmou o cantor à revista "Veja" em fevereiro de 1986.

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'Em certos casos, Censura deve agir', defendeu Roberto Carlos

O artista reforçou ser a favor de um controle governamental, que já havia cortado cenas de novela da Globo por referência o homossexualismo. "Em certos casos a Censura deve agir. Acho errado, por exemplo, certos filmes erem exibidos na TV, mesmo depois das 10 horas da noite", defendeu Roberto, um dos maiores vencedores do Troféu Imprensa.

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"As crianças de hoje não vão dormir às 10 horas e nem sempre os pais estão disponíveis para proibi-las de ver os filmes impróprios. Acho que determinados filmes não deveriam ser permitidos para a TV ou deveriam ser cortados", apontou o artista pai de quatro filhos e, na época, telespectador das novelas "Roque Santeiro" e "Ti-Ti-Ti", ambas exibidas de 1985 a 1986.

'Mulher jamais pode deixar de lado a imagem de mulher'

Em outro momento, Roberto Carlos foi questionado "como encara o feminismo". "A mulher deve reivindicar seus direitos mas jamais pode deixar de lado a imagem de mulher, a beleza e o cuidado físico consigo própria. Cabe a cada mulher achar o equilíbrio entre esses dois lados", opinou.

Por fim, apoio a quantidade de dinheiro que pagava de Imposto de Renda. "No começo da carreira, ficava indignado com o que tinha que pagar, mas hoje não reclamo. A preocupação que tenho é se esse dinheiro será bem usado, o que nem sempre acontece", concluiu o compositor de "Detalhes" e "Emoções".

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