Rosamaria Murtinho (93 anos), em cartaz no teatro com papel icônico: 'Faço ginástica, tenho uma vida normal. Mas o equilíbrio, para mim, é a única coisa que estou reclamando'
Publicado em 7 de abril de 2026 às 17:18
Por Guilherme Guidorizzi | Notícias da TV, novelas e famosos
Escreve sobre novelas e entrevista o elenco para trazer as novidades dos próximos capítulos. Produz conteúdos sobre famosos e TV.
Aos 93 anos, Rosamaria Murtinho prova que a arte não tem idade e encanta o público com sua vitalidade no teatro. A diva brasileira, com uma carreira que atravessa décadas, revela os segredos de sua energia e uma única, surpreendente, queixa em um bate-papo revelador. Descubra o que move essa lenda viva da dramaturgia.
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Uma das damas da dramaturgia brasileira, Rosamaria Murtinho, 93 anos, celebra as mais de sete décadas de carreira no teatro com "Uma Vida em Cores". Em cartaz no Rio, o espetáculo celebra a designer e ícone da moda Iris Apfel (1921-2024), vivida anteriormente nos palcos por Nathália Timberg em outra peça teatral.

Mãe de três filhos e casada desde 1959 com Mauro Mendonça, que comemorou aniversário de 95 anos no começo de abril no hospital por conta de internação, Rosamaria afirmou não saber a origem da vitalidade ao mesmo tempo em que apontou uma única queixa por conta da idade quase centenária.

"Eu sei lá, às vezes me pergunto, mas eu mesmo não sei responder. Sou uma pessoa que tenho um pouquinho de menos equilíbrio, mas faço ginástica, tenho uma vida normal. Mas o equilíbrio, para mim, é a única coisa que eu estou reclamando", disse à revista "Veja" a veterana homenageada na "Calçada da Fama" da Globo, em outubro de 2025.

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Aos 93 anos, Rosamaria Murtinho avalia: 'Se aceita limites, vai indo bem'

Repetindo uma frase dita no espetáculo, "a idade é um privilégio", a artista acrescentou ao refletir sobre a passagem do tempo. "A gente aprende muita coisa e aprende o que pode fazer. E se você aceita certos limites, vai indo bem. Tem certos limites que não pode mais fazer com 93 anos de idade, é lógico, mas o resto é uma boa", apontou.

Com passagens por Tupi, Excelsior, SBT, Manchete e Globo, onde fez a maioria dos trabalhos na TV, Rosamaria disse sempre contar com ajuda onde quer que vá. "O lado ruim são os limites, mas eu tenho sorte, porque quase em todo lugar que vou tem uma pessoa me ajudando. Sempre alguém me dá a mão, me acompanha. Não posso reclamar, não", assegurou.

'Não tenho como mudar a idade, vou me adaptando'

Vista em novelas como os originais de "Sangue do Meu Sangue", "Pecado Capital" e "Pantanal", a artista criticou a falta de espaço para atores de maior idade. "O etarismo está na vida e no trabalho. Por exemplo, essa peça, eu tenho o papel da minha idade. A peça foi escrita para uma mulher de 93 anos, mas não é muito comum", lamentou.

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"Tudo vem do autor. O autor não está escrevendo para terceira idade. É ele que a gente tem que cobrar; se não, como a produção vai nos chamar?", questionou Rosamaria, atriz de novelas como "Cambalacho", "Salsa & Merengue", "Corpo Dourado" - onde contracenou com Gerson Brenner, morto no fim de março -, "Vila Madalena", "Amor à Vida" e "Dona de Mim".

A dama dos palcos negou ter sido vítima de etarismo, mas salientou: "A gente não pode lutar contra. Eu tenho 93 anos!". "Não tenho como mudar isso, então vou me adaptando. Não posso negar a idade", finalizou

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