À medida que envelhecemos, é importante incorporar esses princípios ativos: eles têm comprovação científica
Publicado em 9 de abril de 2026 às 07:17
Por Pedro Henrique Cabo | Colaborador
Geek fashionista que canta 'Let It Go' no chuveiro, trata 'O Diabo Veste Prada' como religião e escolheu Piplup como seu inicial. Jornalista metido a designer, cinéfilo de Letterboxd e amante das artes.
A pele aos 50+ não é a mesma dos 30 e precisa de uma rotina de skincare própria
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Com o passar dos anos, a pele vai mudando e, mais cedo ou mais tarde (mesmo que a gente não goste), essas mudanças começam a aparecer. Em geral, por volta dos 25 anos, a pele passa a produzir menos colágeno e elastina de forma gradual.

Isso significa que, aos 40, a perda de firmeza já é mais evidente e, aos 50, as linhas de expressão começam a se transformar em rugas, enquanto o volume do rosto diminui. Além disso, outros sinais da idade, como manchas, também começam a surgir. Por isso, é fundamental adaptar a rotina de skincare, tornando-a mais específica.

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Alerta dos 50+: queda hormonal acelera envelhecimento

Segundo a médica estética Amira Chehade, em entrevista à revista Instyle: “A partir dos 50, a pele deixa de apresentar apenas sinais superficiais de envelhecimento e passa a refletir mudanças mais profundas”. Um dos principais motivos, segundo a especialista, é a queda dos níveis de estrogênio: “A pele fica mais fina, mais seca e perde a capacidade de regeneração. Isso resulta em menos firmeza, mais flacidez, rugas mais marcadas e, em muitos casos, o aparecimento de manchas”.

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Diante disso, é essencial investir em cuidados mais direcionados e em produtos eficazes, capazes de melhorar a aparência da pele como um todo. Como explica Chehade, depois dos 50 o rosto muda de forma geral, não apenas a pele. O contorno facial perde definição, os volumes se alteram e o aspecto tende a ser de um rosto mais cansado.

A rotina de cuidados ideal a partir dos 50 anos

Nessa fase, é importante entender que o que funcionava antes pode já não ser suficiente. Por isso, vale apostar em uma rotina anti-idade bem estruturada. O protetor solar continua sendo indispensável, mas também é hora de incluir ativos potentes e transformadores, como a vitamina C e o retinol.

A farmacêutica Marta Ortega, fundadora da marca de nutricosméticos MLAB, explica: 

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“Precisamos estimular os fibroblastos, aumentar a composição lipídica da pele, restaurar a barreira cutânea e proteger a pele do estresse oxidativo e da inflamação crônica, para minimizar os efeitos do envelhecimento”.

Embora a rotina possa focar na manutenção, para ir além é importante adotar uma abordagem que também repare e estimule a pele. Como reforça a doutora Chehade: 

“A pele precisa de ativos que atuem em níveis mais profundos, reforcem a barreira cutânea e compensem a perda de sustentação estrutural. A rotina ideal deve ser simples, constante e adaptada às necessidades de cada pele. Não se trata de usar muitos produtos, mas sim os produtos certos, com regularidade”.

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Ativos essenciais a partir dos 50

Entre os mais recomendados pelos especialistas estão os retinoides, especialmente pela capacidade de estimular a renovação celular e a produção de colágeno. O retinal e o retinol, quando bem utilizados, melhoram a qualidade da pele, refinam a textura, suavizam rugas e proporcionam uma luminosidade saudável.

  • O ácido hialurônico também é um grande aliado: hidrata profundamente, reduz a aparência de rugas e deixa a pele mais viçosa e preenchida.
  • A niacinamida ganhou muita popularidade nos últimos anos e se tornou indispensável para muitas pessoas. Entre seus benefícios estão a alta tolerância e a ação anti-inflamatória. Ela ajuda a uniformizar o tom da pele, melhorar a textura e aumentar a elasticidade e a firmeza.
  • Outro ativo fundamental é a vitamina C. Com ação antioxidante, ela melhora manchas, uniformiza o tom da pele, aumenta a luminosidade e estimula a produção de colágeno.
  • Os peptídeos também são importantes para melhorar a firmeza da pele, já que estimulam a produção de colágeno e elastina.
  • As ceramidas, por sua vez, ganharam destaque nos cosméticos anti-idade. Elas atuam como uma barreira protetora, evitando a perda de hidratação e protegendo a pele contra agressões externas.
Erros a evitar aos 50

Um dos erros mais comuns, segundo Marta Ortega, é cair em modismos ou promessas milagrosas. Isso pode levar à compra de produtos que não são eficazes ou que não atendem às reais necessidades da pele, algo crucial nessa fase. Já a doutora Chehade destaca outro erro importante: negligenciar a limpeza da pele. 

“O acúmulo de maquiagem, impurezas e oleosidade afeta diretamente a qualidade da pele, deixa o aspecto opaco e dificulta a absorção dos ativos. Se a limpeza falha, toda a rotina perde eficácia”. 

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Como sabemos, uma boa limpeza facial é um dos passos mais importantes e transformadores. Outro ponto essencial reforçado pela médica é o uso diário de protetor solar.

Nivea e azeite de oliva: clássicos do cuidado com a pele

Durante muitos anos, produtos clássicos como o creme Nivea da latinha azul foram presença garantida na rotina de muitas mulheres, sendo usados como hidratante e anti-idade. Naquela época, as rotinas eram mais minimalistas, e um único produto versátil dava conta de tudo.

Marta Ortega afirma que o creme Nivea tradicional pode ajudar na hidratação e na função de barreira da pele, mas recomenda seu uso apenas de forma pontual, já que é bastante oclusivo, aquilo que obstrui ou impede a passagem. Outro clássico é o uso do azeite de oliva, frequentemente utilizado para remover maquiagem ou nutrir a pele. No entanto, o médico Rafael Fernández não considera esses produtos eficazes como tratamento principal: 

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“Eles são muito oclusivos e podem oferecer hidratação superficial, o que pode ser agradável para peles maduras, especialmente se houver ressecamento. Porém, não atuam em nível biológico nem estimulam processos como a produção de colágeno ou a renovação celular. Ou seja, podem complementar a rotina, mas não devem ser a base do tratamento se o objetivo for melhorar a qualidade da pele de forma real e duradoura”.

Além disso, Marta Ortega ressalta que o azeite de oliva pode desestabilizar a barreira cutânea ao alterar a composição dos lipídios da pele.

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