Chegou o tão esperado (e também temido) dia para os fãs desse novelão que marcou o horário nobre em 2026! Nesta sexta-feira (15), foi ao ar o último capítulo de "Três Graças", recheado de emoção, reviravoltas, romances e aquele inevitável gostinho agridoce de saudade...
Depois das fortes críticas ao remake de "Vale Tudo", a produção de Aguinaldo Silva surgiu quase como um respiro para os noveleiros apaixonados por uma boa história: personagens icônicos (alô, Gerluce e Arminda!), tramas bem amarradas e um desfecho que terminou com saldo mais positivo do que negativo. Claro, tudo depende do ponto de vista... e alguns errinhos também apareceram pelo caminho. Vamos aos acertos e deslizes do fechamento da obra?
O capítulo já começou deixando a gente sem ar, com Gerluce (Sophie Charlotte) indo ao encontro de Ferette (Murilo Benício) e Samira (Fernanda Vasconcellos), que sequestraram sua neta em um galpão. Ameaças, choro, gritaria, tiro e uma vilã revivendo outra antagonista para lá de icônica - assunto do próximo tópico! - fizeram ser impossível desgrudar os olhos da TV!
E o clima intenso não acabou depois da resolução do sequestro, não! Ainda tivemos cenas impactantes de Ferette e Samira na prisão, Joélly (Alana Cabral) se formando, Arminda (Grazi Massafera) “pagando” de louca, passagem de tempo... ufa! Foi muita coisa acontecendo, mas em um ritmo acelerado e, ainda assim, coeso. Valeu a pena!
Os noveleiros raiz mais atentos perceberam: Aguinaldo Silva fez mais uma homenagem à icônica Nazaré Tedesco, uma das maiores vilãs da teledramaturgia brasileira, vivida por Renata Sorrah em "Senhora do Destino" (2004).
Disfarçada, Samira colocou uma peruca loira e apareceu com um vestido praticamente idêntico ao usado pela personagem clássica antes de ir presa. Segurando um bebê no colo - exatamente como Nazaré fazia há duas décadas -, ela colocou medo na gente, mas também honrou uma demônia inesquecível da TV brasileira.
Viviane Araújo e Belo deram um verdadeiro show em cena, em uma interpretação que fez muita gente relembrar a história real vivida pelos dois nos anos 2000. O relacionamento deles foi extremamente midiático, marcado por traições do pagodeiro e por uma Viviane constantemente exposta diante do público.
Por isso, muita gente estranhou quando os dois foram escalados justamente como um ex-casal em "Três Graças". Na novela, eles até se reaproximaram e reviveram a chama do amor antigo, mas terminaram separados. Rolou até uma cena divertida em que os dois cantam juntos e Consuelo brinca que Misael jamais poderia ser cantor. É mole?
Nas redes sociais, muita gente ficou com a “alma lavada” ao ver que, na ficção, ela não terminou ao lado dele e ainda seguiu em frente com outro homem... ops!
Caótico, tenso e hilário... não tinha como esse casamento acontecer de outro jeito. Os nossos “pombinhos” finalmente conseguiram dizer “sim” no altar - ao som de uma trilha linda e com a voz de Sophie Charlotte com Roberto Carlos embalando tudo - logo depois de sobreviverem ao caos no galpão. Não deu tempo nem de Gerluce limpar a barra do vestido, meu Deus!
A sequência serviu como um verdadeiro acalento para quem torceu pelo casal durante a novela inteira. Depois de tanto sofrimento, finalmente os dois conseguiram ficar juntinhos. Fofo, meloso e do jeitinho que o público queria!
Na merecidíssima formatura de Joélly (Alana Cabral, que também deu um show na novela), Aguinaldo Silva apareceu fazendo uma pontinha especial como integrante da banca avaliadora.
Além dele, Virgílio Silva e Zé Dassilva - que também ajudaram a escrever o novelão - marcaram presença na cena. Uma homenagem mais do que justa para os autores que conquistaram o público ao longo da trama!
Grazi Massafera foi, sem dúvidas, um dos grandes nomes de "Três Graças" - tanto que levou o prêmio de Melhor Atriz pelo papel de Arminda. A diva não poderia ganhar um desfecho qualquer, né? Mas ninguém esperava o plot completamente absurdo criado por Aguinaldo Silva.
Após a passagem de tempo, Arminda aparece oito anos muda, completamente estática, aparentemente fora de si e sendo cuidada por outras pessoas, exatamente como Josefa (Arlete Salles) era tratada no início da novela. Mas fica a dúvida no ar: será que ela estava fingindo? Ou enlouqueceu de vez?
Então, em uma sequência arrebatadora, a vilã sobe a escadaria de onde empurrou tanta gente, olha para baixo e se joga. Pensaram que tinha acabado? Nada disso! A personagem quebra a quarta parede e provoca o telespectador: “Era isso que vocês queriam, não é?”, questiona, caída no chão.
Só que, logo depois, a câmera revela que Arminda está vivíssima e que toda a cena foi fruto da imaginação dela. “Eu não ia dar esse gostinho... nem que a vaca tussa!”, dispara, soltando aquela gargalhada maléfica. Ui! “Pronta pro close, Luiz Henrique Rios”, completa ela, citando diretamente o diretor da novela e fazendo referência à clássica Silvia, vilã vivida por Alinne Moraes em "Duas Caras". Metalinguagem purinha, minha gente!
E, para completar o surto coletivo: quando parecia que a novela realmente tinha acabado e a abertura já estava começando, houve um “reboot” inesperado. Uma nova cena mostrou Rogério (Eduardo Moscovis) e Zenilda (Andréia Horta) entrando na mansão e descobrindo que Arminda e as Três Graças desapareceram. Tudo de novo, minha gente!
Embora o desfecho tenha sido simbólico em termos de representatividade LGBTQIAPN+ e também tenha levantado discussões sobre barriga solidária e união familiar, muita gente questionou o espaço dado a Lorena (Alanis Guillen) e Juquinha (Gabriela Medvedovsky) no último capítulo.
As duas foram um dos maiores fenômenos da novela, mas acabaram meio “escanteadas” na reta final. Juquinha anuncia que gerará um filho para Leonardo (Pedro Novaes) e Viviane (Gabriela Loran), enquanto Lorena aparece beijando sua barriga. Ao mesmo tempo, Lorena também espera um bebê.
No fim das contas, o peso dramático de duas mulheres tão fortes acabou reduzido à maternidade e ainda ligado a um personagem problemático, que teve atitudes transfóbicas no começo da trama. Ok, houve redenção, mas talvez essa história pudesse ter sido conduzida de outra maneira, né?
A gente sabe que parte da graça de novelas tão camp quanto "Três Graças" está justamente no exagero, no lúdico e nas situações completamente inusitadas - como Arminda fugindo com dinheiro roubado enquanto as notas voavam pela Chacrinha.
Mas algumas pontas ficaram soltas demais. O que aconteceu com Helga depois de entregar Arminda? E Cristiano, o filho autista de Rivaldo e Alaíde? Cadê Claudia? E Gisleyne? Faltou um fechamento mais claro para alguns personagens que tiveram importância ao longo da trama e simplesmente desapareceram no último capítulo.
E é isso, minha gente! No saldo geral, "Três Graças" terminou de forma muito positiva, como comentei ali em cima. Fica o carinho e a saudade de uma novela que, sem dúvidas, já entrou para a história da teledramaturgia da Globo. Que venha "Quem Ama Cuida"!
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