A estreia de Virginia Fonseca como rainha de bateria da Grande Rio no Carnaval 2026 foi marcada por imprevistos. Vaiada ao ser anunciada na Marquês de Sapucaí e no meio de um empurra-empurra, a influencer largou o pesado costeiro de 12kg para trás no meio do desfile da tricolor de Duque de Caxias.
E ainda viu o tapa-sexo se soltar (e não cair) ao cruzar a Passarela. Mas será que esses detalhes podem custar pontos preciosos na apuração do Carnaval, que costuma ser acirrada?
Com mudança importante no regulamento, as notas serão lidas nesta tarde de Quarta-feira de Cinzas (18) na Cidade do Samba, onde ficam localizados os barracões das 12 escolas do Grupo Especial.
Antes de mais nada é importante destacar que Virgínia só desfilou na frente dos jurados sem o costeiro no módulo 4, onde ficaram dois julgadores. Apenas a nota de um deles será lida na apuração. O júri também não pode julgar algo que aconteça longe de sua cabine.
Dessa forma, aqueles jurados que estavam nos módulos 1, 2 e 3 não podem levar em conta a ausência do costeiro de Virgínia. Os manuais da Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba) em nenhum momento é encontrado o termo "rainha de bateria", porém poderá haver penalidades no quesito fantasia.
Esse item analisa desde os materiais utilizados às cores escolhidas, além da ligação desta com o enredo. A fantasia de Virginia representava o coração. É recomendado que a escola perca pontos se houver a chamada "falta significativa" (materiais quebrados ou a falta de chapéus, por exemplo) de alguma fantasia.
Ou seja, caberá aos jurados do módulo 4 uma opinião bem pessoal sobre o costeiro retirado de Virgínia. O regulamento prevê ainda a punição de meio décimo se algum integrante desfilar com "a genitália desnuda". De novo é importante frisar que isso não ocorreu com Virgínia.