A influenciadora Ju Isen, de 39 anos, usou as redes sociais para relatar o susto que viveu após ser internada em um hospital de São Paulo por causa de uma inflamação associada ao uso de PMMA.
O problema surgiu quatro anos depois de ela realizar um procedimento estético com a substância, em 2021. Segundo informações divulgadas por sua assessoria nesta sexta-feira (10), os primeiros sintomas apareceram durante a noite de quinta-feira (9).
Ju contou que começou a sentir dores muito intensas, especialmente nas pernas, a ponto de não conseguir sequer apoiar os pés no chão. Como o quadro não apresentou melhora ao longo do dia seguinte, ela decidiu procurar atendimento médico.
Já no hospital, a influenciadora passou por uma série de exames, incluindo uma ressonância magnética. Após a avaliação, os médicos identificaram que a inflamação estava relacionada ao procedimento estético realizado em 2021, quando recebeu aplicações de PMMA.
Ao comentar o diagnóstico, Ju Isen fez um alerta aos seguidores sobre as possíveis complicações tardias provocadas pela substância.
"Esse produto é uma bomba-relógio", afirmou. Em seguida, ela explicou que os efeitos adversos nem sempre aparecem logo após a aplicação. "Pode demorar anos para causar algum problema ou a reação nunca acontecer", completou.
Apesar do susto, o quadro clínico evoluiu de forma positiva. Após iniciar o tratamento medicamentoso para controlar a inflamação, Ju apresentou melhora e permanece internada apenas por precaução. A expectativa da equipe médica é que ela receba alta ainda neste fim de semana, caso continue respondendo bem aos medicamentos.
PMMA, cuja sigla significa polimetilmetacrilato, trata-se de um preenchedor definitivo em gel composto por polímeros, utilizado para aumentar o volume ou corrigir determinadas regiões do rosto e do corpo.
Diferentemente de substâncias como o ácido hialurônico, que é absorvido naturalmente pelo organismo ao longo do tempo, o PMMA permanece no corpo de forma permanente.
Especialistas alertam que complicações podem surgir meses ou até anos depois da aplicação. Entre os possíveis efeitos estão processos inflamatórios, infecções, formação de nódulos e até migração da substância para outras regiões do organismo.
No Brasil, o Conselho Federal de Medicina (CFM) limita sua utilização a situações muito específicas. Atualmente, PMMA continua autorizada principalmente para o tratamento da lipodistrofia em pacientes com HIV/aids, desde que o procedimento seja realizado em unidades de alta complexidade credenciadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O caso de Ju Isen não é isolado. A jornalista do 'Mais Você', Juliane Massaoka enfrentou infecção após cirurgia corretiva no nariz. Antes disso, Maíra Cardi também sofreu com o procedimento. Gretchen também aplicou a substância no bumbum.
player2