Carolina Herrera é uma das estilistas e empresárias mais renomadas do mundo, mas também acumula algumas declarações controversas e acusações de apropriação cultural. Sua fala que mais reverbera até os hoje de hoje veio carregada de etarismo: “Apenas mulheres sem classe mantêm os cabelos longos após os 40 anos”, disse ela ao tabloide britânico Daily Mail em 2020.
Em recente publicação em seu perfil no Instagram, o hairstylist brasileiro Mário Henrique, que já trabalhou com estrelas como Marina Ruy Barbosa, Adriane Galisteu e Bruna Biancardi, refutou a declaração de Carolina, mesmo sem citar nomes.
O especialista afirma que o tópico foi assunto em um jantar. “Não existe regra depois dos 40. Essa foi a pauta ontem no jantar! Cabelo não tem idade, tem identidade. Cortar porque ‘militam’ é velho. Usar do jeito que te faz feliz é moderno”, destacou Mário.
O hairstylist resgatou uma foto com Galisteu e destacou o sucesso que as madeixas longas e loiras da apresentadora fazem. “Quando Galisteu, por exemplo, chega no salão com aquele cabelo icônico, o salão para e minhas clientes são só elogio pela presença. Eu acho simples: mulher não deve cortar por obrigação. Deve usar o que faz ela se sentir poderosa”, concluiu.
A própria Galisteu parece não ter engolido a declaração da estilista. Em seu perfil no Instagram, em 2022, a apresentadora defendeu sua decisão em manter os cabelos longos.
"Podia ter ficado calada, ou melhor, poderia ter aproveitado a chance pra agregar, aproximar e enaltecer o que nós, mulheres, somos e representamos! Nós podemos e devemos usar o cabelo que a gente quiser, do jeito que a gente quiser na idade que a gente tiver… Pobre Carolina 'Herrada'", ironizou Galisteu.
Outra estrela da TV a repudiar as falas de Carolina foi Eliana. “É decepcionante saber que muitas pessoas ainda pensam dessa forma. Isso demonstra que as discussões sobre etarismo (preconceito com a idade) estão apenas engatinhando e há muito trabalho a ser feito. Vamos combinar: toda mulher é protagonista das decisões estéticas da sua vida. E não cabe a ninguém, a não ser ela mesma, julgar o que é bom ou ruim.”
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