Quem está acompanhando as Olimpíadas de Inverno 2026 certamente se encantou com a patinação artística, que é dividida em diversas categorias e segue em disputa até a reta final dos Jogos Olímpicos. Composta por muitos casais que namoram e são casados na vida real, a competição também tem reservado espaço para polêmicas.
Além de uma traição revelada ao mundo todo no biatlo de inverno, a dança no gelo, uma das modalidades mais adoradas da patinação artística, foi dominada por um casal cujo passado é marcado por verdadeiros escândalos.
Na última terça-feira (11), Guillaume Cizeron e Laurence Fournier Beaudry desbancaram o casal norte-americano Evan Bates e Madison Chock, favoritos na competição, e faturaram o ouro na dança no gelo por uma diferença mínima de menos de um ponto.
Os dois já haviam viralizado nas redes sociais ao fazer uma apresentação icônica ao som de 'Vogue', da Madonna, no programa curto, e deixaram o público emocionado com uma apresentação sentimental e clássica na final. Mas, antes deste ouro tão desejado, ambos já vinham de resultados expressivos em competições anteriores.
Juntos oficialmente desde novembro do ano passado, bastaram 3 meses para que os novos parceiros provassem ser uma grande potência mundial. Eles venceram 4 das 5 competições que disputaram desde então, incluindo o Campeonato Europeu de 2026, perdendo a única justamente para o casal americano que bateram nas Olimpíadas.
O sucesso, no entanto, não fez os fãs da patinação artística esquecerem os escândalos que Cizeron e Beaudry viveram antes de firmarem a parceria.
Parceiro de Gabriella Papadakis desde a infância, Guillaume Cizeron fez muito sucesso ao lado da patinadora. Os dois conquistaram o ouro na dança no gelo nas Olimpíadas de Inverno de Pequim, em 2022, e também garantiram 5 títulos mundiais ao longo da carreira.
O fim da parceria se deu logo após o ouro de 2022 e veio cercada de polêmicas. No início deste ano, Papadakis lançou um livro onde abordou o relacionamento "desequilibrado" com Cizeron, a quem acusou de ser "controlador" e "exigente", tornando o ambiente de treinos e competições extremamente tóxico.
Em sua defesa, o patinador chamou as acusações feitas pela ex-parceira de "campanha difamatória" e a acusou de disseminar "informações falsas". Ele também garantiu que iria tomar medidas legais contra o conteúdo, que ganhou os holofotes com o sucesso das Olimpíadas de Inverno de Milão-Cortina.
Pouco antes dos Jogos Olímpicos, Gabriella Papadakis, que trabalhava como comentadora oficial das competições de patinação artística no canal de televisão NBC, foi demitida por "conflito de interesse". O motivo, segundo a BBC, foi o seu livro polêmico.
Já o caso de Fournier Beaudry foi ainda mais delicado. Antes de ter a cidadania francesa para virar dupla de Cizeron, ela já havia competido pela Dinamarca e Canadá ao lado do canadense Nikolaj Sorensen, que também é o seu namorado. A parceria, porém, acabou de forma polêmica.
Em 2025, Nikolaj Sorensen foi suspenso por 6 anos da patinação artística após uma acusação de abuso sexual que teria acontecido em 2012. A denúncia partiu após de uma treinadora americana e segue em investigação e, até então, o patinador vem negando o ocorrido.
Embora não tenha relação com o caso, a namorada de Sorensen, Beaudry, também tem se posicionado a favor do patinador. No documentário da da Netflix 'Dança no Gelo: Rumo ao Ouro', ela defendeu o namorado: "Eu conheço meu namorado 100%. Eu o conheço". A declaração gerou revolta e causou polêmica devido aos casos de abusos encobertos no esporte.
Patinando ao lado de Guillaume Cizeron desde novembro do ano passado, a agora campeã olímpica Laurence Fournier Beaudry tem se recusado a se comentar sobre o assunto após a repercussão negativa.