Um mês após a morte da soldado da PM Gisele Alves Santana, a polícia indiciou e pediu a prisão do viúvo da militar, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto. O militar é acusado de feminicídio e fraude processual, descartando a hipótese da soldado ter atentado contra a própria vida. A prisão de Geraldo ocorreu nesta manhã (18) sob acusação ainda de fraude processual.
Nesses 30 dias seguintes após a morte de Gisele, o corpo foi exumado e novos exames realizados, segundo o g1. O pedido de prisão de Geraldo também foi autorizado pelo Ministério Público. Por sua vez, a Polícia Civil se baseou em dois dos 24 laudos elaborados para descartar que Gisele tenha tirado a própria vida.
Os documentos indicam que a soldado não conseguiu se defender ao ser imobilizada pelo pescoço. Antes de levar um tiro, há a hipótese de Gisele ter desmaiado. Depois da morte da militar, o marido reconstruiu a cena do crime: a posição dos pés de Gisele não coincidia com alguém que havia se suicidado. Além disso, havia vestígios de sangue em "lugares errados".
A trajetória da bala que atingiu a cabeça de Gisele e a profundidade dos ferimentos no pescoço da militar descartam o atentado contra a própria vida. Gisele foi encontrada morta no apartamento no qual morava com Geraldo em 18 de fevereiro. Uma vizinha relatou ter ouvido um barulho forte às 7h28, mas só às 7h57 a PM foi informada pelo tenente-coronel do suicídio da mulher.
Já às 8h05, o Corpo de Bombeiros foi acionado por Geraldo, que relatou que a mulher estava viva - em menos de 10 minutos, 8h13, uma equipe chegou ao local. Um socorrista estranhou a posição da arma na mão de Gisele e fez uma foto. Ele relatou ainda a ausência de cartucho de bala e sangue coagulado no local.
Chama atenção ainda o fato de Geraldo ter relatado que estava tomando banho quando ouviu o disparo, porém os socorristas o encontraram seco e sem marcas de água no chão do apartamento.