"O que Celso Portiolli tem a ver com o 11 de Setembro?". Essa pergunta envolvendo o apresentador do SBT e o ataque terrorista que derrubou as Torres Gêmeas do Word Trade Center, nos EUA, e matou quase três mil pessoas é feita com frequência na internet. Comandante do "Domingo Legal" desde julho de 2009 e espichado a longas sete horas desde a saída de Eliana da emissora, Portiolli já se mostrou irritado com a associação à tragédia em Nova York.
"(A história) começou em Portugal com um humorista lá e alguém trouxe para o Brasil, montou uma página e escolheu o meu nome e aí virou uma loucura", disse Celso ao "PodMais" apresentado por sua filha mais velha, Laura, irmã de Pedro e Luana. "Você não pode postar uma foto no avião...", indicou a herdeira.
"Não posso fazer nada, nada, e a galera adora isso. Se eu falo na televisão o número 11, a galera vibra. Falei 'meu Deus, é uma tragédia, vamos parar com isso", prosseguiu Celso, cuja mãe faleceu aos 98 anos há exatos oito meses.
E o 11 de Setembro também marcou para sempre a vida de Celso Portiolli com uma grande perda, como o próprio apresentador relatou na entrevista. Bem antes de entrar na televisão após enviar um vídeo para Silvio Santos, Celso perdeu o pai em um 11 de Setembro. "Faleceu o seu avô (se dirigindo à filha), faleceu o meu pai...", contou. Em outra ocasião, se mostrou bem irritado com a "piada".
"Desculpa, vou te dar block. Aliás, em todos esses comentários. Ler a mesma piada 100 vezes por dia tá difícil e dia 11 de setembro é o dia da morte do meu pai, então toda vez é uma sensação ruim", afirmou.
À frente de programas de auditório do SBT há quase três décadas, Portiolli já recordou quando fez o primeiro teste para substituir Angélica no "Passa ou Repassa". O futuro apresentador não passou por ensaio e errou a marcação no palco, sendo vaiado pela plateia de adolescentes.
"Quase morri. Voltei para casa, tomei dois comprimidos de Novalgina, sete de Dorflex. Estava esgotado. Achei que tinha perdido minha chance", afirmou certa vez. Um outro problema ocorreu quando foi gravar outra vez a atração lançada em 1987. "Só não gostei do visual que determinaram. Cortaram meu cabelo, me deram uma roupa que não fazia meu estilo", prosseguiu.
Com o tempo, Portiolli assumiu outros programas como "Tempo de Alegria" e "O Conquistador do Fim do Mundo" e ficou marcado ainda por substituir apresentadores no "Xaveco" e "Charme".