Serginho Groisman há mais de 35 anos está à frente de programas de entrevistas na televisão. Aniversariante do final de semana, faz 75 no domingo (29), o comunicador que já jogou cartas com um importante político brasileiro em momento de lazer passou por uma situação grande tensão na TV. "Foi grave. Fiz uma bobagem porque estava iludido", cravou certa vez o apresentador do "Altas Horas".
"Foi gente para o hospital", prosseguiu Serginho ao lembrar episódio vivido na época de contratado do SBT, onde comandou de 1991 a 1999 o "Programa Livre", uma ou talvez a atração que mais mudou de horário na emissora. Na ocasião, o apresentador tentou reunir torcidas organizadas do Corinthians (Gaviões da Fiel) e do São Paulo (Independente).
"É (tive problemas). Tive a brilhante ideia de reunir as torcidas. Foi grave, quebrou o maior pau. Fiz uma bobagem porque estava iludido. Eles tinham me dado todas as garantias e acreditei", cravou à revista "Playboy" em setembro de 1998, menos de um ano de ser contratado pela Globo, em julho de 1999.
Serginho lembrou que não conseguiu gravar o programa. "Nossa! Foi gente para o hospital. Tinha 100 pessoas brigando naquele estúdio. Os seguranças do SBT salvaram algumas pessoas", cravou o então contratado da emissora fundada por Silvio Santos (1930-2024) e acrescentando que foi procurado por responsáveis de pessoas presentes na plateia.
"No outro dia vieram os pais de dois meninos das torcidas que tinham ido parar no hospital. Tive que ouvir os pais chorando. Depois tive que ir explicar nas escolas", prosseguiu o detentor de oito Troféus Imprensa de Melhor Programa de Entrevistas (1993, 1996, 1997, 1998, 2006, 2007, 2008 e 2009) e já envolvido em rixa com Marcos Mion.
E questionado se enfrentou problemas com a diretoria do SBT por conta de algum "Programa Livre", garantiu. "Nunca. Nunca tive. Nunca, ao contrário de outras emissoras em que já trabalhei, ouvi algo assim: 'Por favor, não entreviste tal pessoa'". Ou então: 'Não deveria ter entrevistado, não deveria ter tocado em tal assunto'", disse o ex-Cultura e ex-Gazeta.
"Isso aconteceu em todos os lugares em que trabalhei. Pedidos de um favor ou outro. Nunca interferência direta. Sempre trabalhei com muita independência", completou o hoje pai de Thomas, de 10 anos, fruto do casamento com a dentista Fernanda Molina, com quem se casou meses antes do nascimento do filho.