Suzane Von Richthofen surpreendeu a polícia de São Paulo ao tentar liberar em uma delegacia o corpo do tio Miguel Abdala Netto, de 76 anos. O idoso foi encontrado morto na própria casa, no bairro de Campo Belo, na semana passada e a investigação trata a morte como suspeita.
Em novembro de 2002, Suzane, condenada por premeditar o assassinato dos pais, esteve na mesma 27ª DP ao lado desse tio para depor na investigação do caso de duplo homicídio que chocou o país na mansão da família, imóvel este vendido recentemente por valor milionário.
Segundo a coluna "True Crime", do jornal "O Globo", a polícia não autorizou Suzane a liberar o corpo do tio, que deixou apenas os dois sobrinhos: a condenada pela morte dos pais e o irmão dela, Andreas.
Caso fosse autorizada no processo de liberação do corpo, Suzane poderia se tornar inventariante do patrimônio milionário do tio, dono ainda de um sítio no litoral do estado. Condenada a mais de 39 anos por planejar as mortes do pai e da mãe, a empresária de uma marca de chinelos se dirigiu ao fórum para conseguir uma decisão ao seu favor.
Além da filha de Manfred e Marísia, Sílvia Magnani também tentou a liberação do corpo de Miguel, visto pela última vez no final da tarde do dia 7 ao entrar em casa. Ela se apresentou como sua prima e ex e foi a responsável por fazer o reconhecimento do corpo.
Por sua vez, os policiais solicitaram uma prova que apontasse o parentesco entre Miguel e Sílvia. A mulher garantiu que Suzane está fora de um possível testamento do médico e que o tio fazia duras críticas à sobrinha.
Até o momento não se sabe a causa da morte do tio de Suzane, mas exames tanto toxicológicos quanto periciais já foram realizados. De acordo com a ex, Miguel fazia uso de remédios controlados. O corpo do médico/irmão de Marísia foi encontrado apoiado em uma cama no quarto localizado em um piso superior e sem sinais mais evidentes de algum tipo de violência.