A Copa do Mundo de 2026 terminou de forma amarga para dois dos maiores jogadores de sua geração. Em um intervalo de poucas horas, Cristiano Ronaldo e Neymar viram o sonho do título mundial acabar, foram eliminados nas oitavas de final e deixaram o torneio que, ao que tudo indica, marcou suas despedidas dos Mundiais!
O desfecho das campanhas de Portugal e Brasil rapidamente virou assunto nas redes sociais. No X, antigo Twitter, torcedores passaram a comparar as trajetórias das duas estrelas, destacando uma coincidência que chama atenção: apesar de carreiras repletas de recordes, títulos e protagonismo, nenhum dos dois conseguiu conquistar a Copa do Mundo. Mas essa talvez seja apenas a coincidência mais conhecida!
Da data de nascimento aos recordes pelas seleções, passando pelo peso de carregar um país inteiro nas costas durante mais de uma década, Cristiano Ronaldo e Neymar terminaram suas histórias nas Copas dividindo muito mais semelhanças do que muita gente imaginava...
O roteiro foi praticamente espelhado. No domingo (5), o Brasil foi derrotado por 2 a 1 pela Noruega e caiu nas oitavas de final. Neymar marcou o único gol brasileiro e, depois do apito final, deu a entender que sua trajetória com a camisa da Seleção havia chegado ao fim. Ao ver o jornalista Bruno Formiga, do ge TV, na beira do gramado, Neymar foi até ele e lamentou: "Tentei, tentei. Agora acabou".
Menos de um dia depois, Portugal também se despediu do Mundial ao perder por 1 a 0 para a Espanha. Antes mesmo da partida, Cristiano Ronaldo já havia confirmado que aquela seria sua última Copa do Mundo. "Vou aproveitar o último Mundial, porque será o meu último. E espero que não seja amanhã (contra a Espanha) o meu último jogo", disse ele em coletiva, segundo informações da CNN Brasil.
Nenhum dos dois levantou a taça. Nenhum dos dois chegou às quartas de final. E ambos encerraram praticamente ao mesmo tempo um ciclo que marcou o futebol mundial por quase duas décadas.
Pouca gente percebe esse detalhe. Cristiano Ronaldo nasceu em 5 de fevereiro de 1985. Neymar nasceu em 5 de fevereiro de 1992. Ou seja, os dois fazem aniversário exatamente na mesma data, separados por sete anos!
Curiosamente, o destino também aproximou os momentos finais de suas trajetórias em Copas do Mundo.
Outra coincidência impressionante está nos números. Cristiano Ronaldo encerra sua trajetória como maior goleador da história da seleção portuguesa com 146 gols oficiais, marca construída ao longo de mais de vinte anos defendendo Portugal.
Neymar também se despede como maior artilheiro da história da Seleção Brasileira masculina, ultrapassando Pelé e assumindo sozinho o topo da lista nas contas da FIFA, com 80 gols marcados em 130 jogos oficiais.
Existe outra semelhança que vai além das estatísticas. Durante mais de uma década, praticamente todas as expectativas de Brasil e Portugal passaram pelos pés de Neymar e Cristiano Ronaldo. Cada eliminação em Copa, cada lesão, cada atuação abaixo do esperado ou cada vitória histórica inevitavelmente recaía sobre eles.
Em diferentes gerações, ambos deixaram de ser apenas jogadores para se tornarem símbolos nacionais!
Poucos atletas acumularam tantos feitos quanto Cristiano Ronaldo e Neymar. Cristiano conquistou cinco Bolas de Ouro, cinco títulos da Liga dos Campeões, tornou-se recordista de gols por seleções e foi campeão da Eurocopa e da Liga das Nações com Portugal.
Neymar venceu a Liga dos Campeões pelo Barcelona, conquistou a Copa das Confederações com o Brasil, tornou-se o maior artilheiro da Seleção e protagonizou uma das transferências mais caras da história do futebol ao trocar o Barcelona pelo Paris Saint-Germain.
Os dois também figuraram diversas vezes entre os atletas mais bem pagos do planeta, construíram marcas próprias, assinaram contratos milionários com patrocinadores e transformaram seus nomes em fenômenos comerciais.
Cristiano Ronaldo disputou seis Copas do Mundo, recorde absoluto entre jogadores de linha, e ainda entrou para a história ao marcar gols em seis edições diferentes do torneio.
Neymar disputou quatro Mundiais e viveu momentos marcantes, como a grave lesão sofrida em 2014, quando deixou a competição antes do histórico 7 a 1 para a Alemanha.