Antes de a Copa do Mundo de 2026 transformar seu nome em um dos mais comentados entre os torcedores portugueses, Diogo Costa quase seguiu um caminho completamente diferente! Hoje apontado como um dos melhores goleiros do futebol mundial e protagonista da campanha de Portugal no Mundial, o camisa 1 do FC Porto chegou a resistir à ideia de defender a meta quando ainda era criança.
O detalhe curioso foi revelado pelo próprio perfil oficial da FIFA em uma entrevista concedida antes da Copa do Mundo de Clubes de 2025, que relembrou os primeiros passos da carreira do goleiro português.
Nascido na Suíça, filho de pais portugueses, Diogo Costa mudou-se ainda criança para Portugal. Embora hoje seja referência debaixo das traves, seu talento como jogador de linha chamava atenção desde muito cedo.
Segundo a FIFA, o então garoto não gostou quando precisou atuar como goleiro pela primeira vez. A contragosto, chegou a voltar para casa reclamando com o avô, Joaquim Meireles, por ter sido colocado na posição. É mole?
Na época, sua primeira equipe, o Pinheirinhos de Ringe, adotava uma regra curiosa: todos os jogadores precisavam experimentar atuar no gol pelo menos uma vez. Foi justamente essa política que mudou o rumo da carreira daquele que, anos depois, se tornaria um dos principais nomes da posição no futebol europeu.
A mudança, no entanto, não aconteceu de imediato. Ainda de acordo com a FIFA, Diogo Costa demorou a aceitar definitivamente a função de goleiro. Durante um período, houve até um acordo para que ele dividisse o tempo entre o gol e as posições de linha, atuando metade do tempo como goleiro e metade como jogador de campo.
A experiência acabou sendo decisiva para moldar uma das principais características do português atualmente: a enorme qualidade com os pés. Não por acaso, ele é frequentemente apontado como um dos goleiros mais completos do mundo na construção das jogadas desde a defesa!
O garoto que um dia reclamou por ter sido escalado para o gol construiu uma trajetória de destaque no FC Porto, clube que defende desde as categorias de base e do qual também se tornou capitão.
Além dos títulos conquistados em Portugal, Diogo Costa acumulou prêmios individuais como melhor goleiro da liga portuguesa e ganhou reconhecimento internacional por sua habilidade em defender pênaltis e iniciar jogadas com precisão.
Na Copa do Mundo de 2026, Diogo Costa voltou a confirmar por que é considerado um dos pilares da seleção portuguesa.
Mesmo na eliminação para a Espanha, nas oitavas de final, o goleiro foi um dos principais destaques da equipe. Ainda no primeiro tempo, protagonizou uma defesa dupla espetacular: primeiro parou uma finalização de Lamine Yamal e, no rebote, voou para impedir o gol de Álex Baena.
Apesar da derrota por 1 a 0, que marcou a despedida de Cristiano Ronaldo das Copas do Mundo, a atuação de Diogo Costa foi apontada como um dos pontos altos de Portugal no torneio, reforçando a reputação construída ao longo dos últimos anos como um dos melhores goleiros da atualidade.